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Brincando de errar

Sinval Vieira, Edinho Nazareth, Renato Brás, Raimundo Queiroz, Jorge Sampaio, Carlito Arine, Mauro Galvão, Oscar Yamatu e Beto Silveira. Junte a eles o recém contratado Newton Drummond e chegamos à conta absurda de dez gestores de futebol e afins no Vitória nos mandatos de Alexi Portela, iniciados em 2006. Antes de partir para a argumentação, abro um parêntese. Não sou do tipo conservador, que é contra mudanças: muito pelo contrário. Se está errado, muda! No entanto, um motivo claro para isso se deve ter. O que acontece com a administração rubro-negra?



Para mim uma resposta é que o presidente – visivelmente saturado no cargo - não entende nada de bola e, por isso, vive mudando o quadro organizacional do departamento. Só que, com muita gente metendo a colher, fica difícil o gestor da vez planejar alguma coisa. Isso quando o sujeito tem competência para isso. Desta lista de 10, por baixo, a metade, não sabe para aonde vai. Os dois atuais vivem de oba oba e de devaneios. É só oferecerem um jogador de nome, que se derretem todo e rasgam os suados cofres do clube para contratar e “dar uma resposta!”. Não sei a quem! Na verdade sei, mas deixo o cinismo falar por mim.



Zé Luiz e Rodrigo Mancha são dois razoáveis volantes, mas com Neto Coruja, Uelinton, Esdras, Mineiro, Duílio e Jerson seria mesmo necessário gastar tanto em uma posição sem carência? Bastava um e olhe lá. É a falta de visão e conhecimento ou, se preferirem, o oba oba dito antes. Quanto Léo Fortunato, Geovanni, Edu, Lúcio Flávio, Geraldo, Xuxa e Marquinhos ganham juntos? Cada caso é um caso e precisam ter isso em mente. Deve ser muito difícil rastrear o histórico recente de um jogador, né? São “baratos”, mas Maurício e Fernandinho também entram nesse esquema. E Pablo Pereira? Rapaz... Uma mistura de encantamento com “grifes”, desespero e critério questionável. Antônio Lopes e Geninho recheiam a conta.



Já passou da hora de a torcida e parte da imprensa, que trata o clube como um filho mimado, tomar as rédeas da situação e cobrar soluções. Já encheu o saco, e a situação prova isso, esse chilique paternalista a cada resultado ruim. Contra o Náutico, os onze titulares eram de fora. Isso indica como os conceitos mudaram para pior no Vitória. O rubro-negro cresceu com a força da base, mas parece ter esquecido isso. Podem até dizer que a geração atual não empolga e é exatamente ai o ponto. Sem investimento, não tem produção. As últimas revelações já estavam na Toca desde outras gestões.



O que fazer então, neste momento de completa instabilidade? Primeiro tem de ter muito cuidado na escolha do novo treinador. Mesmo aparentemente montado na canetada, o elenco está em um bom nível para disputar essa horrenda Série B. Claro que ainda tem carências no ataque, nas laterais e um time envelhecido, principalmente no meio de campo. Porém, com emendas cirúrgicas e um técnico qualificado, pode chegar. O desgosto é grande pelo valor já investido sem o menor critério. Não tem como reformular um elenco que está sendo reformulado. Isso dentro de campo! Fora dele é esperar que Drummond seja o que se espera e tenha autonomia para trabalhar. Já seria um grande avanço, por que o resto não vai mudar nada tão cedo, né Portela, Falcão e José Rocha?