Reação inconsequente
Quando Júnior fez o gol do Bahia, a torcida já estava se encaminhando para os portões de saída, porque seria mesmo um grande milagre o Tricolor reverter a delicada situação que criou no primeiro tempo, quando foi amplamente dominado em todos os fundamentos pela melhor equipe do campeonato.
O Vasco chegou a 2x0 sem grande esforço, com toque de bola apurado, jogo consciente, jogadores em boa fase técnica, por isso mesmo chegou e voltou líder da competição. O Bahia foi um time muito atrapalhado, sem firmeza na zaga, sem criatividade no meio-campo e agudeza no ataque. Teimar em colocar Diego e Jones como titulares não me parece uma atitude que engrandeça o trabalho do respeitável Paulo Roberto Falcão.
Não se pode esconder que o Bahia teve até uma atuação alentadora no segundo tempo, mas, seguramente, há de se considerar que, com 2x0 no marcador e um futebol superior que sobrava, o Vasco tentou apenas administrar a partida – o que conseguiu, pois se levou alguns sustos, também provocou outros, até com boas chances de aumentar o marcador.
O Bahia teve muita luta, melhorou consideravelmente no tempo final, mas o insuficiente para transformar uma derrota desenhada muito cedo. Seu técnico há de mudar conceitos, encontrar uma nova formação porque, insistindo como está, vai ser difícil o superar a má fase.
A reação deste jogo mostrou apenas que o grupo tricolor ainda carece de radicais transformações, uns cinco reforços de melhor qualidade e um jogo mais consequente do princípio ao fim.
