Tenência na vida
O Vitória não decepcionou contra o Criciúma, até fez um bom jogo, criou mais oportunidades, foi valente, só que esbarrou em um ótimo goleiro – o Douglas Leite – e numa carreta de falta de sorte e, também, falta de competência para na procura dos melhores caminhos para fazer gols.
Não acho que o Leão tenha um grupo ruim, mas vai ser preciso, enquanto ainda é tempo, adotar certas atitudes muito práticas no futebol: primeiro, eliminar esse negócio de comando duplo. Carpegiani ganha muito bem para ficar olhando o time lá de cima das cabines dos estádios e o interino Ricardo Silva se desbundar gritando com o time na beira do gramado. Duplicidade de comando nunca deu certo.
Outra providência é acabar, de uma vez por todas, com essa laúza de que Neto Baiano interessa a um montão de clubes, principalmente que já estaria com o pé no Vasco. Aliás, esse tipo de especulação é muito característico quando se trata de Vitória. Outro dia, era o Nino Paraíba que ia para o Atlético/MG, depois Uéliton para o Palmeiras... negócio de quererem empurrar o patrimônio do clube para outros centros, como se o Vitória fosse casa de “mãe chica”. .
Urge uma decisão: quem quer ou quem tem convite vai embora, quem não tem fica na Toca, faz-se uma nota oficial, mete no site do clube e encerra o assunto. Os especuladores vão ter que respeitar a instituição. Há empresários que ficam metendo caraminhola na cabeça de jogador e esse tipo de comportamento só traz prejuízos, principalmente agora em início de uma disputa tão importante, quando o clube necessita de tranquilidade para tentar voltar à divisão de elite.
Se não forem adotadas essas medidas, se o time realmente não tiver tenência, logo poderá entrar em depressão, o que será um irremediáveldesastre.
