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E agora?

Por Maurício Naiberg

E agora?
Essa é a pergunta de nove entre dez torcedores do Vitória estão fazendo com uma notícia que pegou a todos de surpresa nesta noite de domingo (29): Carpegiani resolveu não aceitar a proposta do rubro-negro baiano por conta de um problema familiar, completamente justificável. Na situação dele, também faria o mesmo e acho que muitos de vocês acompanhariam meu pensamento. 
 
Lógico que essa situação é muito complexa e até certo ponto angustiante, mas longe de ser desesperadora. Apesar de achar que Ricardo Silva não é o nome ideal para este momento do clube, deixá-lo no comando, pelo menos por enquanto, é a atitude mais sensata que a diretoria pode tomar.
 
Querendo ou não, ele tem o grupo nas mãos. A maioria do elenco gosta da sua forma de trabalhar e isso é um ponto muito positivo, ainda mais nesta fase decisiva da temporada, onde o time vai entrar em campo contra o Botafogo na quarta-feira, pela Copa do Brasil e no domingo, diante do Bahia, pelo Baianão. 
 
Sei que há uma corrente dentro da diretoria que quer Waldemar Lemos neste posto. Não concordo e vou temer pela temporada rubro-negra se isso acontecer. Acho que ele é muito limitado para assumir o comando de uma agremiação como o Vitória. Sair de Cerezo e Carpegiani – que nem chegou a acertar seu retorno – para terminar em Waldemar é um retrocesso. 
 
Não tem jeito. Sem muitos profissionais competentes no mercado, o melhor é esperar mesmo. Se errar, todo trabalho estará comprometido.