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Incompetência e teimosia

O que falar desse final de semana? Tudo começou com a derrota carta marcada do Vitória para o Goiás. Perder era previsível, mas da forma como foi, não tem perdão! Depois chega a Seleção Brasileira. Dezenas de chances perdidas e uma eliminação para o sem graça Paraguai, da maneira mais absurda que se poderia imaginar. Por fim o mais do mesmo do Bahia. Entrou mais uma vez preocupado apenas em anular o adversário e esqueceu de jogar. E, como em outros jogos, só reagiu depois de estar perdendo e com alterações técnicas e táticas. Por que não começa assim?


Não escondo de ninguém que acho Geninho um treinador ultrapassado. Também não acho treinador mais importante que os jogadores, mas o do Vitória, por convicção e carência do elenco, tem repetido seguidos erros de postura e escalação. Não dá para jogar com três volantes e a mesma quantidade de atacantes. Ninguém cria! Ainda mais com a característica dos marcadores, que é apenas essa. Com exceção de Uelinton, que arrisca um ou outro chute de longe, nenhum dos outros três (Mancha, Zé Luiz e Neto Coruja) se aproxima da área. São ruins? São! No entanto, para o time andar, um dos meias, Felipe ou Xuxa, de preferência e nesta ordem, têm de jogar. E, por que não, arriscar com Fernandinho no meio? Do jeito que está, vai ser o eterno perde e ganha sem convencer os rubro-negros.


Mano Menezes, meu Deus, Mano Menezes! Jogo duro, eliminatório, 0x0 no placar, com prorrogação e pênaltis em vista, o cara vai e tira os três principais homens de frente: Paulo Henrique Ganso, Neymar e Alexandre Pato. Nenhum estava espetacular, mas o Brasil vinha criando seguidas chances com eles. Cabia, facilmente, na hora de colocar Fred, tirar Ramires ou Lucas. O Paraguai não queria atacar. Com a saída do trio, o time perdeu a capacidade ofensiva e as referências.  A equipe não se movimenta, não apresenta variações de jogadas e posicionamento. Todos ficam presos a posição. Parece um time de prancheta e falta o algo a mais. Sinceramente? O treinador não tem cara de Seleção. Ali, com certeza, não é o lugar dele. Não trilhou um caminho vencedor suficiente para isso. Um treinador que tem André Santos como titular absoluto, precisa rever muitos conceitos. Simplesmente não dá! Nem quero falar dos quatro pênaltis perdidos. A culpa foi do gramado...


O que aconteceu de coincidência nos jogos do Bahia contra Corinthians, Botafogo e Cruzeiro? A equipe entrou só para anular os principais jogadores e jogadas dos adversários e esqueceu de atacar. Viver apenas de contra-ataque é pedir para ser pressionado. Quando René Simões acorda não consegue mais reverter à desvantagem. Ai deixa a impressão que jogou bem, melhor que o adversário, mas não vence. É preciso ter constância durante os 90 minutos. Nessa toada, já são quatro jogos sem vencer, com o agravante de estar zerado em Pituaçu. Nem vou entrar em méritos táticos, por que é sempre a mesma coisa. Mas, o que Hélder fez para ser titular, com Ricardinho, Gabriel e Lulinha a disposição? Essa convicção já virou teimosia.


Para finalizar, não entendi a contratação de Reinaldo: achei desnecessária. Ele, Souza e Júnior são caros e não vão solucionar a falta de gols. Um pelo outro não quero troco! Cada um tem um mérito a mais que o outro, mas, no frigir dos ovos, é a mesma coisa. Vão acabar se revezando no time titular sem que nenhum convença a torcida. Não duvido que Lulinha ou Gabriel assumam a posição. Espero estar errado, queimar a língua, mas acho difícil. Tomara que também não digam que a culpa é do gramado..