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Sofrível

Por Maurício Naiberg

Sofrível
Poderia falar mil coisas sobre o triunfo de 2 x 0 do Vitória sobre o Juazeiro na tarde do último domingo (8), mas tenho que focar em uma situação absurda, que demonstra o total amadorismo e descaso dos órgãos responsáveis pelo nosso futebol com o estádio Adauto Morais. Que gramado horroroso é esse? Não tem como praticar qualquer tipo de esporte em um local como esse.  
 
O que não entra em minha cabeça é como ele conseguiu passar pela vistoria da Federação Baiana de Futebol (FBF) no início da temporada. Das duas, uma: só tem cego na entidade ou estão de sacanagem com o torcedor. Nenhuma equipe, inclusive a da casa, consegue trocar dois passes com tranquilidade neste gramado.  
 
Agora, falando no jogo, nada diferente do que estamos acostumados a ver no Vitória. Apesar do bom desempenho do setor defensivo, o que ficou marcado foi a quantidade de chutões para o ataque. Sei que o gramado foi um empecilho, mas com um grupo como esse vencer com facilidade um adversário como o Juazeiro, com todo respeito que tenho a ele, é obrigação.
 
O primeiro tempo foi um sofrimento. Estava trabalhando no jogo e fiquei até preocupado no que escrever, porque não tinha nada. Fiquei bolando um jeito de resumir o que já estava resumido. Acho que consegui de alguma forma, apesar de reconhecer tamanha dificuldade que passei.
 
No retorno para o segundo tempo, mesmo sem convencer tanto, a postura foi outra. Ken e Geovanni, apagado novamente, encostaram mais em Neto e Marquinhos. Isso é que falta. Se tem dois meias como esses, porque não utilizá-los com mais inteligência? Lógico que é preciso com urgência de um dez para chegar e “vestir a camisa” e a ausência de um atleta como esse no grupo fará falta no futuro.
 
Em relação ao treinador, continuo dizendo que Jorginho é a melhor opção. Gosto dele e do seu jeito de trabalhar o elenco. Márcio Araújo tem esse perfil também. Vamos aguardar e esperar que a escolha seja feita com lucidez, como acredito está sendo feito.