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Roleta russa

Por Edson Almeida

Roleta russa
Mudar de treinador às vésperas de um turno decisivo é sempre ter que enfrentar um processo de indecisão, de nebulosa expectativa, sendo mesmo uma roleta russa, pois tanto pode dar certo quando não surtir os efeitos necessários.
 
O Vitória dispensa Toninho Cerezo e volta a confiar o seu comando a um interino que, por diversas vezes, já assumiu o time – e mesmo com um aproveitamento muito acima de diversos técnicos titulares, inclusive com a conquista de um vice-campeonato da Copa Brasil, após brilhante campanha, só não chegando ao título porque teve a infelicidade de decidir com o Santos na sua melhor forma após a era Pelé, Ricardo Silva tem sido contestado por diversos torcedores, até mesmo com a pecha de desagregador e protecionista.
 
Discordo frontalmente destas premissas, porque conheço Ricardo e sei de sua forma honrada de trabalhar e do devotamento que ele tem demonstrado com as coisas do Vitória. O problema é que muita gente não gosta dos profissionais formados em casa, apesar dele ser carioca e já trazer uma boa experiência da Base.
 
O simpático e ex-craque Toninho Cerezo já não poderia mesmo continuar, tal a contestação da torcida e o fraco desempenho da equipe, que estacionou em segundo lugar do grupo de classificação, só tendo mesmo um jogo de realce tático-técnico, que foi o clássico com o Bahia, quando ganhou por 3x2. Aliás, Cerezo não perdeu para o arquirrival, porque, cheio de desfalques, conseguiu empatar em 0x0 no primeiro jogo.
 
Assim, Ricardo Silva volta a ter nova chance, sabendo que a qualquer momento chega um comandante de maior experiência, mas na vida tudo pode acontecer, inclusive podendo ser esta uma chance definitiva para o já eterno interino.
 
E são estes os meus votos sinceros.