A bola da vez
Semana passada, um rubro-negro inveterado fez queixas de Neto Baiano, praticamente apresentando uma dúzia de defeitos, parecendo mesmo tratar-se de um “zé mané” qualquer metido a jogador de bola e goleador.
Disse que Neto não tem técnica apurada, não sabe cabecear, não bate pênalti com classe, que é desajeitado para dominar a bola ou buscar o jogo. Deslavada mentira ou, no mínimo, incorrigível desconhecimento de causa.
Neto tem marcado gols de tudo que é jeito. De cabeça, de cobertura sobre os goleiros, escolhendo o canto, de fora e da entrada da área, 21 gols no campeonato, oito na frente do seu mais sério concorrente, o tricolor Souza, que só tem 13 gols. Só cego ou maluco não enxerga essas qualidades. São bem poucos atacantes em atividade neste país com a presença de área que Neto tem.
É hora de trégua, Neto não precisa provar mais nada, porque desde a primeira vez que veio para a Toca, foi brocador: já fez 99 jogos e 62 gols. Tem o currículo profissional de poucos jogadores em atividade em sua posição: 215 gols em 415 jogos.
É um artilheiro que está no auge de sua forma, conquistando marcas, derrubando tabus: já marcou 42 gols no Barradão e só faltam dois gols para se igualar a Ramon Menezes, que fez 44 naquele estádio, com a camisa do Vitória.
Portanto, neste momento, não há outro jogador com o prestígio nacional de Neto Baiano. E quando dizem que ele é “bocudo”, que fala demais, isso até lhe dá um sentido especial, pois Romário foi assim e nem por isso deixou de ser um estupendo goleador.
Neto ganha status de Neto Brasileiro. Com justiça para quem luta tanto em dias de chuva ou de Sol.
