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Soluções

Por Éder Ferrari

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Guardem as pedras! Por nomenclatura, de fato, o Bahia entrou com três volantes contra o Juazeiro, mas, na prática não foi bem assim. Vi até torcedores falando que Falcão deu uma de Joel Santana e retrancou o time. Na boa, é tão difícil assim observar o posicionamento e comparar com os jogos passados? O empate com o Juazeiro teve uns lados bons. Serviu para criar/revelar alguns fatos, um principalmente. Filipe não pode jogar como meia aberto pela esquerda. É um volante muito promissor, jogando centralizado, distribuindo o jogo. Sempre temi que o adiantassem devido à qualidade técnica. Podem perder um grande volante para ter um meia comum.  
 
O empate também serviu para mostrar que o elenco é carente, justamente na posição que Falcão tentou colocar Filipe. Apenas Gabriel consegue cumprir bem no esquema com duas linhas de quatro, que vem sendo utilizado, do meia aberto. Magno, que vem atuando bem, sempre centraliza, assim como Morais. Ontem, ao por Filipe para fazer na esquerda a mesma função que Gabriel faz na direita, o treinador acabou desarmando completamente a articulação. Filipe não se adaptou e Magno ficou perdido pela direita, longe de suprir a ausência de Gabriel naquele lado e, também, não conseguiu fazer o mesmo que fazia pela esquerda. Quando se busca soluções erros naturalmente são cometidos. Uma escolha do Falcão gerou duas perdas no meio de campo.
 
Que também perdeu muito sem Fabinho e Lenine, principalmente. Os dois estavam mais entrosados e acostumados com o esquema. A dupla chega à frente e chuta em gol. Não deixam a intermediária aberta, como aconteceu contra o Juazeiro. Lenine também organiza com passes e lançamentos. Até assistência para gol já deu. Fahel limitasse a marcar – o que faz muito bem – e tocar de lado, enquanto Diones é uma sombra em campo. Com os desfalques, teria entrado com Fahel, Filipe, Vander e Magno. Explico Vander, que anda carregando todas as máscaras do carnaval da italiana Veneza. Por característica, é o que mais se assemelha a Gabriel, apesar de não recompor na marcação com a qualidade do titular. Sem falar na falta de objetividade e excesso de firulas, porém, não precisaria inverter e nem improvisar.
 
Vale lembrar que, em todos esses jogos, o Bahia tem jogado com muitos desfalques. O mais sentido para mim é justamente o que mais demorará a jogar. Jefferson encaixaria bem no esquema e, pela qualidade técnica, tenho certeza que estaria fazendo diferença. Uma pena! Não se trata de buscar uma justificativa para o empate, mas sem Zé Roberto, Lulinha, Gabriel, Souza, Coelho e Ávine, as soluções no elenco diminuem. Faz parte não contar com jogadores pelo caminho. Por isso, Falcão precisa buscar alternativa dentro do grupo. Espero que, como eu, ele tenha percebido que Lenine, hoje, é titular absoluto. Seu reserva imediato tem de ser Filipe e não Diones. O que não pode é mudar a postura de marcar no campo do adversário e fazer a bola girar. Jogos ruins estão sempre no cardápio. Só não pode virar a marmita diária. 
 
O que Rafael precisa fazer para a torcida parar de jogar pedra nele? Não se trata de Ronaldo, Romário, mas o cara faz bem o papel dele. É raçudo, oportunista, se posiciona bem, não treme na frente do goleiro e tem melhorado muito o pivô. Se às vezes é grosso, compensa com faro de gol. Nonato também era assim! O rapaz tem apenas 19 anos e segue em processo de maturação. Era para estar sendo apoiado e não vaiado. Pode ser uma solução a médio e longo prazo. Quer queiram os que o odeiam ou não, Rafael tem potencial para ser um artilheiro competente. Boto fé que será!