Time de dois tempos
Vocês viram como o futebol é simples? Toninho Cerezo não inventou, colocou a escalação bem perto do que a torcida deseja e venceu o jogo. Convenceu? Não. Longe disso. O time jogou bem na primeira etapa, fez três gols em quinze minutos e só isso. A equipe deixou a desejar em um aspecto fundamental dentro das quatro linhas: finalização.
Fiquei realmente impressionado com o número de gols perdidos por Arthur Maia, Dinei e Marquinhos. Se isso acontece em uma partida eliminatória, com um adversário mais qualificado, é caixão e vela. Isso tem que ser conversado – e acredito que vai ser – por Cerezo e sua comissão com seu elenco.
Estava assistindo o primeiro tempo e achei, sinceramente, que seria uma das maiores goleadas do Leão nos últimos anos. Mas, como sempre, o Vitória engana qualquer um, porque na etapa final foi um show de horrores e irritações, não somente pelas chances perdidas. O esquema tático, bem montado, se perdeu e o grupo parecia um bando.
Lógico que nem tudo são espinhos até agora e isso tem que ser destacado. Gostei da atuação da dupla de zaga. Victor e Gabriel foram bem, mas é preciso uma prova de fogo para avaliarmos melhor. Romário foi outro destaque. Certeiro nos cruzamentos e ousado nas descidas ao ataque, mostrou que Nino vai ter trabalho para retornar como titular.
Dinei e Marquinhos, apesar da falta de pontaria em muitos lances, mostraram entrosamento e reeditaram a dupla de sucesso em 2008. Toques rápidos e boas tabelas marcaram a participação de ambos neste duelo. Cerezo terá muita dor de cabeça com Neto retornando de suspensão. Além disso, Índio e Rildo volta de lesões em breve. Muitas opções para duas vagas. Bom para o clube.
Agora é torcer para que essa mentalidade de Cerezo seja mantida. Mesmo sem render o esperado, o time só vai ganhar ritmo jogando diversas partidas com a mesma formação.
