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É desse jeito

Por Maurício Naiberg

É desse jeito
O título da coluna pode parecer uma loucura, mas não é. Gostei muito da formação que o técnico do Vitória, Toninho Cerezo, colocou em campo no empate sem gols contra o Atlético, em Serrinha. Há tempos não acompánhava tanta ousadia na escalação de um time. Pena que o resultado não ajudou e nem a equipe apresentou um grande futebol, mas valeu a intenção de colocar o rubro-negro mais ofensivo.
 
Na verdade, fiquei surpreso, até porque Cerezo treinou poucas vezes essa forma de atuar, já que problemas médicos e físicos o atrapalharam nisso. Marquinhos ainda precisa voltar a "voar", como no ano passado. Ele ainda está pecando também na falta de companherismo. Precisa trabalhar mais essa bola e não pensar em fazer o mais bonito. 
 
Dinei ocupou uma posição que não é a dele. Sair para armar jogadas ou entrar como um ponta não é sua característica principal. Apesar dele e Marquinhos assumirem essa responsabilidade de preparar para Neto Baiano, ambos se isolaram demais do artilheiro do campeonato. Neto ficou sozinho na maior parte do jogo e não era para ter acontecido isso. 
 
Para dar certo esse esquema era preciso um meia mais rápido e não Lúcio Flávio. Poderia ser Geovanni, Pedro Ken ou Maia. Lúcio é fino, só que lento. Essa lentidão prejudicou o próprio Mineiro, que se virou marcando e apoiando. O garoto precisa de mais liberdade para chegar ao ataque, pois isso abre espaços ao setor ofensivo.
 
Contudo, o que gostei mesmo foi do garoto Mansur. Chegou de mansinho, sem fazer alarde e já é o dono da posição. Não tenho dúvidas. Para Saci voltar vai ter que trabalhar muito. Sempre atento à marcação, o jogador também ataca com perfeição. Do outro lado Romário também apresentou evolução e, apesar da idade, tem personalidade e responsabilidade tática.  
 
O que importa é que Cerezo começa a dar sinais que seu pensamento ofensivo, que conquistou o torcedor em 99, será mantido em 2012.

Vamos esperar e torcer!