Boas vindas, Falcão
Paulo Roberto Falcão é um ícone consagrado de nosso futebol. Emblemático, tema de páginas extraordinárias do futebol brasileiro e internacional. Sempre muito bem chegado em qualquer lugar deste Brasil.
Foi um dos maiores craques que já vi jogar, tanto em clubes como na Seleção. É pena que não tenha sido campeão mundial naquela Copa da Espanha, em 1982, quando estive no Estádio Sarriá e também senti na carne e na alma a guilhotina de Paolo Rossi.
A vida também apresenta capítulos inexplicáveis como aquele da Copa 82. Às vezes um grandes astros (como foram também seus companheiros de “amarelinha” Zico, Sócrates e Cerezo), acabam tendo que se contentar com batalhas históricas não vencidas.
O currículo de Falcão, contudo, consegue superar essa decepção, porque mesmo saindo de uma Copa como saiu, ele se manteve ídolo nacional, Rei de Roma quando jogou na Itália, elegante em seus toques de bola e na sua maneira humana de ser. Modelo de jogador educado, que não se contentou apenas em jogar bola. Mas que sempre deu lição de cidadania aos seus companheiros dos campos e da crônica.
Alguns desavisados dizem que ele não foi tão brilhante como técnico, mas o seu desempenho nesta profissão também encerra grandes conquistas – e é preciso se lembrar que durante quase 20 anos, Paulo Roberto Falcão foi um comentarista muito respeitado através da Rede Globo.
Daqueles comentaristas que não agridem, mas que ensinam a todos o jeito mais prático de se vê futebol e a própria vida. Linguagem fácil, respeito ao futebol, que ele tanto tem ajudado a ser vitorioso em nosso país.
Seja bem vindo, Falcão, o Bahia está realmente dando um extraordinário presente a todos nos, sem distinção de cor clubística, porque a Bahia está ganhando um grande construtor do futebol.
