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É só fazer o básico

Por Maurício Naiberg

É só fazer o básico
Como já havia colocado aqui antes, futebol não tem mistério. Jogou para frente, vence. Par atrás, perde. Simples assim. Vocês viram que quando o técnico do Vitória, Toninho Cerezo, inventou três volantes para jogar com Itabuna e Fluminense de Feira – com todo respeito que tenho a ambos – a equipe travou? A explicação é rápida: o rubro-negro não sabe atuar defensivamente e já demonstrou várias vezes isso.
 
Quando resolveu ousar, como nesta goleada aplicada sobre o Bahia de Feira, o time criou mais jogadas, arriscou chutes e até fortaleceu o sistema defensivo. Não que este jogo com o Tremendão foi o melhor do mundo. Ainda muito longe disso. Mas o que ficou para a torcida é que o Leão se impôs em campo, do início ao fim, apesar das dificuldades do início da temporada. 
 
Muitas peças atuaram muito bem no duelo com os feirenses. Contudo, um nome me chamou a atenção: o zagueiro Gabriel. Admito que não gostava muito dele, pois me passava pouca confiança, mas o garoto está jogando o fino da bola. Seguro, rápido e objetivo, como deve ser um atleta da sua posição. Acredito que o experiente Rodrigo e Victor Ramos terão muito trabalho para conquistar essa vaga.
 
O volante Mineiro também me agradou mais uma vez. Não apareceu tanto como nas rodadas passadas, porém, foi de uma utilidade absurda. Deu o primeiro combate e saiu para o contra-ataque sempre em velocidade, abrindo espaços para Arthur Maia e Dinei, que encostaram bastante em Neto Baiano.
 
Por falar em Neto, podem falar o que quiser dele, mas o cara é diferente. Faz gol, serve os companheiros, luta e não tem medo de cara feia, como deve ser um atacante. O que falta de habilidade sobra de vontade. 
 
Agora temos que esperar o grupo todo ficar à disposição de Cerezo, para avaliarmos o trabalho do mineiro. O começo é promissor.