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Teoria e prática

Por Éder Ferrari

Teoria e prática
Antes de entrar na análise do confronto entre os Bahia`s, é preciso buscar entender o motivo de o gramado do Joia da Princesa seguir terrível. E não é o único. Meu brother Nelson Barros Neto, com muita razão, está revoltado! Não é de hoje que se tem a sensação de estar no campinho esburacado do bairro. Isso é o propalado futebol profissional? O “super organizado” Campeonato Baiano da FBF, do já eterno Ednaldo Rodrigues? Eu, no lugar de Bahia e Vitória, me recusaria a jogar em campos tão degradados. Se bem que o Barradão está longe de ter um tapete, contudo, é bem praticável. Vou pagar R$ 180 mil a Souza, uns R$ 200 mil a Zé Roberto para eles colocarem o pé em superfície lunar? É arriscar o que já é arriscado. Amigão, caso não tenha condições mínimas de jogo, marca em outra praça! Assim, duvido que os problemas não sejam resolvidos. Senão fazem nem o básico, o que esperar do resto?
 
Quando iniciaram os primeiros treinos, assim como muitos, comemorei a escolha pelos três meias, sendo que, dois deles, Gabriel e Vander, têm características quase de atacante de beirada. Pronto, o defensivista Joel Santana finalmente teria abraçado um conceito mais ofensivo. Será? Há de se levar em conta a falta de tempo para preparar o time física e taticamente, porém, já dá para observar que existem erros de organização. O grande problema é que, mesmo sendo apenas um feto, o sistema já apresenta as mesmas falhas do ano passado. A teoria estava linda e promissora. A questão é a prática, limitada, sem objetividade e magia! Não podemos nos deixar levar por nomes. O que devem ser observados são o posicionamento e a desenvoltura.
 
Se na teoria brilha o 4.2.3.1, na prática apaga no 4.5.1, sendo que, os cinco do meio de campo, funcionam mais como volantes do que qualquer outra coisa. Pouquíssimas vezes Morais chegou perto da área do Tremendão. Quando o fazia, era correndo com a bola, tentando driblar dois, três. Ele é individualista? Sim, um pouco, mas se via obrigado a fazer isso ou jogaria apenas burocraticamente, tocando para os lados e atrás. Não existem ultrapassagens, variações, triangulações, nada! É uma caricatura. Posse de bola? Para quê? Gabriel e Vander, vira e mexe, ocupavam o mesmo setor pela direita, embolando. Quando não o faziam, ficavam isolados do resto do time, assim como Júnior, que parecia estar fora do jogo de tão abandonado. 
 
Repito: ainda é cedo e o time está muito longe do potencial físico e técnico. Culpa das diretorias dos clubes, que aceitam esse regulamento esdrúxulo, com mais datas do que as disponibilizadas pela CBF. No entanto, já preocupa ver que a filosofia tática será a mesma de 2011. Põe preocupação nisso! Não se trata de desespero precipitado e sim de vislumbrar se tornar a realidade. Voltaremos a angustia do medo de ganhar? Paciência é preciso, mas cobrança também. É preferível que se resolva cedo do que tarde. Também há de se convir que o Bahia de Feira é uma ótima equipe. Jogadores sabem o que fazer. Não existe chutão ou jogadas a esmo. Tudo parece ser bem engendrado, com consciência. Facilmente o aponto como grande favorito fora os dois da capital. Só merecia jogar em um campo melhor!