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No caminho certo

Por Maurício Naiberg

No caminho certo
Não quero iludir o torcedor do Vitória, nem criar muitas expectativas, mas até agora o caminho das contratações está certíssimo. Do que adianta trazer jogadores mais renomados, se existem nomes competitivos no mercado? É por esse motivo que estou acreditando a cada dia que passa. A diretoria rubro-negra tem buscado alguns atletas acostumados com a segunda divisão, um campeonato completamente diferente das outras séries do futebol nacional. Tem que ter pegada. 
 
E o meu elogio começa já no banco de reservas. A escolha por Toninho Cerezo foi acertada e coerente com o atual momento do clube. Quando se está em uma Série B, tem que vivê-la intensamente, até porque esta competição é "Terra de ninguém" e a própria torcida rubro-negra sabe o que vai enfrentar a partir de maio, após o estadual.
 
Cerezo é um cara que sabe colocar a equipe para jogar, ao contrário do antigo dono do posto, Vagner Benazzi - nem gosto de lembrar. Fraco e retranqueiro, deixou de fazer o básico no futebol: jogar. Vejo no mineiro uma ânsia para vencer e colocar o Leão em seu devido lugar, que é a elite. Bem na humildade, vai conquistando cada vez mais os jogadores e a comissão técnica.
 
Além disso, ele contará em seu elenco com nomes acostumados com a segundona, como Róbston, Michel e Wellington Saci. Esses três, não tenho dúvidas, serão o esqueleto do time. Eles terão o bom apoio de uma defesa mais jovem, de um meio produtivo e rápido e um ataque promissor. Essa mescla de experiência - nem tanta - com a juventude sempre deu certo no Vitória. Foi assim em 1993 (Vice-campeão Brasileiro), 1999 (4º lugar no Brasileiro), 2004 (semifinal da Copa do Brasil) e 2010 (final da Copa do Brasil). 
 
Lógico que alguns jogadores devem ser contratados, mas, logo de cara, acredito nesse trabalho que vem sendo feito e torço para ele dar certo.