Gangorra
Bahia e Vitória já deram ar da graça sobre suas contratações para a temporada: o Tricolor trouxe, até agora, quatro jogadores, sendo que dois eles (Coelho e Moraes) já provaram que são de ótima qualidade e o Rubronegro, que só apresentou dois (Wellington Saci e Michel), foram muito bem em seus últimos clubes.
Não se pode desprezar o esforço que tem sido feito no Fazendão para renovar os contratos dos que aprovaram no Brasileirão – e isso dá ao Bahia uma boa vantagem sobre os demais concorrentes. Os dois melhores remanescentes da Toca – Marquinhos e Fábio Santos – praticamente não vão poder jogar nas primeiras rodadas do Estadual, porque estão se recuperando de lesões, mas não se pode negar uma boa qualidade no grupo, apesar da insatisfação explicitada por Uélliton, Neto Coruja e Nino, que poderão ser negociados a qualquer momento.
Mas não é nada disso que mais chama a atenção nesta pré-temporada. Bahia de Feira, Fluminense e Vitória da Conquista representam boas perspectivas do interior, a Sudesb negou Pituaçu e não vamos ter Torneio Início, mas o que provoca mais confusão mesmo á a provável transferência do lateral Ávine para o Atlético/MG.
O problema é que este assunto deixa qualquer um doido, principalmente entre os cronistas e os torcedores. Toda hora sai alguma coisa nova, aí o presidente desmente, o empresário diz que nada sabe, o jogador fala que ainda não foi avisado da negociação. Quando tudo parece encerrado, no dia seguinte, mais notícias, que a venda deve sair nos próximos dias, que o presidente só espera o dinheiro ser depositado e o empresário já está arrumando as malas para discutir o salário de seu jogador com o novo clube...
Uma verdadeira gangorra, que precisa ser muito bem explicada. Porque neste vai-e-vem de informações, o que mais se precisa neste momento é de transparência, de uma definição. Senão o clube cai no descrédito da torcida e isso é muito ruim.
