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Show grená

Por Maurício Naiberg

Show grená
Assistindo a goleada sofrida pelo Santos diante do Barcelona neste último domingo, fiquei estarrecido com a diferença entre as duas escolas de futebol. A equipe brasileira, rendida desde o primeiro segundo de partida, não apresentou nenhum tipo de reação para mudar a história do jogo e nem chance teve para isso. 
 
O Barça é um show à parte. Não somente pelos jogadores que tem - quase todos jogam nas seleções dos seus países - mas pela organização tática e equilíbrio psicológico durante todo o tempo. Não se vê chutões, carrinhos desnecessários ou passes errados. Independente da paciência do grupo em trabalhar a bola para chegar ao gol, há coragem e vontade de vencer. Os caras jogam o tempo inteiro na vertical.
 
Lógico que o Peixe é um grande time, contudo, um sistema defensivo formado por Durval, Bruno Rodrigo, Lé o Danilo não pode segurar jogadores como Messi, Xavi, Iniesta e Daniel Alves. Na verdade, parecia uma equipe profissional atuando contra uma amadora. Edu Dracena era o único lúcio e mesmo assim deu suas "pixotadas". 
 
É difícil hoje em dia assistir uma formação com sete atletas do meio para frente e é preciso ter competência e muito trabalho para isso. Atuar sem nenhum centroavante parece uma loucura. Aqui no Brasil e em boa parte do mundo se tem uma mania de achar que isso é fundamental, quando o Barça mostrou que não é. Com a intensa movimentação dos jogadores já na saída de bola para o ataque, a situação dos defensores adversários se complica. 
 
Posso até estar errado, porém, não se tem como comparar Neymar a Messi. O santista, apesar de toda popularidade e talento, precisa chutar muita bola ainda para chegar ao nível do argentino, acima de qualquer outro no mundo.