HORA DE JULGAR!
A pior miséria que existe é ter de julgar as pessoas. Independente sobre o que seja a análise, é difícil o julgado não levar para o lado pessoal e não receber as críticas como ofensa. Pode não parecer, mas não é nada fácil ter o martelo na mão. No caso do jornalista, ainda mais com um espaço como esse aqui, para discorrer a opinião sem algemas – com respeito e embasamento – fica “fácil” e, muitas vezes, pode acabar se tornando covarde. Parece ser gato mestre, dono da verdade, o que é ridículo. A verdade e as soluções quase nunca são resolvidas em poucas linhas. Falar é fácil, mas, vamos lá, são ossos do ofício.
Neste artigo, vou fazer algo diferente. Tentarei analisar todos os jogadores contratados, os erros da diretoria (mais uma vez) e o porquê de ter sido eliminado precocemente do pífio Campeonato Baiano. Ter saído pelo Vitória não justifica: o confronto foi antecipado pela campanha terrível do tricolor. Para se ter uma idéia, o triunfo no Barradão, foi apenas o segundo fora de casa no ano! Seria premiar o errado, apesar de ter se mostrado, pela primeira vez na temporada, como um time e não um bando. Nome por nome, em fila, usarei o martelinho para avaliar:
Tiago – Foi contratado para ser líder e referência. O máximo que conseguiu foi uma antipatia quase irracional (com razão) da torcida. Não tem clima!
Jancarlos – Com o tempo será fundamental. Tem de marcar amistosos para dar ritmo.
Marcos – Será que 2009 não provou? Não é jogador para o Bahia e Madson e Lucas jogam mais. Boa sorte em outro clube!
Thiego – Quando se preocupa só em jogar bola é útil, mas muitas vezes pensa só em bater. Bom para compor o elenco.
Titi – Demorou a engrenar, mas hoje é referência: grata surpresa!
Danny Morais – Estreou no Ba-Vi após aproximadamente 6 meses sem jogar! Poderia ter se queimado, mas, apesar da infantilidade no pênalti, mostrou qualidade.
Guilherme – Pra quê?
Dodô – Deveria estar jogando nos juniores. Tem potencial, mas precisa de maturação: não está pronto para o profissional!
Rafael Jataí – Jogador piada pronta. Sou mais Lenine...
Mosquera – Precisa se adaptar ao futebol brasileiro. Bate demais...
Boquita – Chegou cheio de cartaz, mas só o que tem em excesso é o peso
Camacho – Nada demais, mas pode ser útil por estar em evolução.
Ramon – Não dá para ser o maestro. Futebol é profissional!
Tressor Moreno – Ex-Jogador em atividade. Muito talento, mas pouca vontade. Joga como se fosse partida de exibição. Se não mudar a forma de pensar, não ajudará.
Magno – Teve o azar de passar por nova cirurgia. Se voltar bem, será muito útil. Hoje, seria titular.
Zezinho – Delegado e fora de posição. Outro que deveria estar na base sendo maturado.
Lulinha – Não é nem de perto o Pelé que prometiam, mas é muito bom jogador
Jones – Correria desenfreada. Merece continuar.
Robert – Tá de sacanagem!
Souza – Uma pena ter se machucado em fevereiro. Será importante na Série A
Bruno Paulo – Quem avaliou a contratação?
Pedro Beda – Quem avaliou a contratação?
Como perguntei nos dois últimos nomes, quem avaliou esses jogadores, pesquisou o passado, o comportamento, sem falar na qualidade técnica (ou não), é que merece a martelada. Paulo Angioni errou feio no planejamento e tem uma boa parcela de culpa. Ele e o presidente Marcelo Guimarães Filho, aparentemente, acreditaram em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Tava na cara que não daria certo! Pelo menos já reconhecem que deram uma derrapada feia! Agora, precisa aproveitar os erros para buscar acertos. Eles estão expostos e na cara de todo mundo, basta colocar a cabeça no lugar, aprender e fazer o óbvio. Confete e oba oba não resolverão. O mercado tem muitos jogadores querendo crescer...