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O preço da incompetência

Por Maurício Naiberg

O preço da incompetência
Bom, para começar, vou logo dizendo uma coisa simples sobre a derrota por 2 x 1 do Vitória diante do São Caetano: creditem esse tropeço ao técnico rubro-negro, Vagner Benazzi, o rei das invenções e dos equívocos. Inacreditável ver uma equipe covarde, sem alma e com medo de conquistar o objetivo. O resultado é simples: esse medo de vencer tirou a vontade da equipe de ganhar. 
 
Logo de cara na escalação, vamos aos erros. Charles Vagner, pelo amor de Deus, era a última opção de Benazzi até o último jogo. Nem testado ele foi durante a semana. Se o cara tem um Mineiro no banco, com as mesmas características do seu xodó, Preto, porque escolher pelo nome menos capacitado para exercer a função? Em uma partida como essa é preciso ter saída de bola para abrir a marcação do adversário. Prestem atenção no lance do primeiro gol do Azulão e observem quem estava na marcação de Antonio Flávio. Não preciso nem citar sua fragilidade técnica. 
 
Durante os quinze primeiros minutos de jogo, apesar do gol rubro-negro, percebi de cara que aquela forma de jogar estava completamente equivocada. O time baiano, atuando em casa, parecia um visitante medroso. Acuado, sem poder ofensivo e dependendo de um lampejo de Geovanni e Gilberto, o Leão se viu pressionado e afobado. Estava evidente que os dois não resolveriam por todo um contexto. 
 
Outra situação que devemos citar é a entrada de Xuxa como titular no ataque. Precisou ele perder dois gols incríveis para Benazzi se mexer, coisa que, por sinal, demora de fazer sempre. Ou ele é o único a entender de futebol ou se faz de desentendido para irritar a torcida. Se essa for essa segunda opção, me faça uma garapa. Com Felipe e Renan Silva no elenco, entrar com Xuxa é querer perder mesmo.
 
Fábio Santos estava morto no segundo tempo, mas o comandante rubro-negro resolveu insistir com ele. Neto só foi entrar no confronto muito tarde, o que deveria ter acontecido antes. Claro que não estou falando que Neto, com 14 gols na Série B, resolveria, mas poderia dar mais saúde ao setor. 
 
Vi muita gente reclamando de Zé Luís. Lógico que ele não entraria bem. Não lembro a última vez que esteve em campo, mas posso afirmar: quando Neto Coruja – melhor em campo – saiu, sabia que o sufoco seria maior. O jovem jogador segurou os paulistas em todas as jogadas deles. Um monstro nesta noite. 
 
Vocês acham mesmo que o rubro-negro entrou em boa fase por conta do trabalho de Benazzi? O Vitória tem no elenco jogadores que podem decidir a qualquer momento e isso fez a diferença em determinadas partidas, mas continuou um verdadeiro bando dentro das quatro linhas, sem nenhuma tática. 
 
Não costumo julgar ninguém sem antes ter a prova dos erros desta pessoa. Mas, para falar do “Tio Bena”, tenho certeza e sobriedade para criticá-lo, pois estou fazendo a cobertura dos treinos todos os dias. Um técnico de futebol que não sabe comandar um coletivo pode ser considerado como tal? Acho que não. Para falar a verdade, Benazzi não comanda nem meu time do baba. 
 
Vida que segue. Torçam muito para tudo dar certo no próximo sábado. Caso contrário, rezem, porque a segundona do ano que vem vai ser uma das mais difíceis dos últimos anos.