Tapa na cara
Internacional e Bahia fizeram um jogo pior do que eu esperava. Não que eu esperasse grande coisa, mas um fator “extra” o estragou ainda mais. A atuação do árbitro paulista Paulo César de Oliveira foi das piores que já vi! Ele conseguiu me fazer perder a graça de assistir o segundo tempo da partida. Em 45 minutos, o antes rei do pênalti, deixou de marcar três penalidades – duas para os gaúchos e uma para os baianos – que gerariam uma expulsão de cada lado. Apesar de ter tido menos erros decisivos contra, o tricolor levou a pior.
A entrada de Bolívar em Dodô foi para machucar. Arrisco a dizer que o zagueiro colorado fez tamanha covardia, pelo lindo chapéu aplicado pelo lateral esquerdo tricolor em cima de Nei. Aquela nova ordem boleira de que drible de efeito é ofensa. Ah, vá! Caso eu esteja certo, só aumentam os adjetivos pejorativos dessa atitude. Para completar, Dodô machucou e corre risco de ficar fora do restante do campeonato (escrevi antes do resultado do exame). Sem Ávine, imaginem o prejuízo? Incompetência e idiotice abraçadas. Um verdadeiro tapa na cara dos amantes do futebol.
Passado o choro, vamos à parte tática. Joel inverteu o posicionamento dos volantes no primeiro tempo. Fahel fez marcação individual em D’Alessandro – na hora do gol a marcação ainda estava invertida por o lance ter iniciado de bola parada -, enquanto Fabinho fechava como terceiro zagueiro. Engraçado que, ao invés dos laterais terem muita liberdade, quem avançava vez por outra eram os beques. O gol foi uma salada de falhas infantis. A começar por Marcos, que não cortou uma bola fácil e depois demorou a recompor e acabou dando condições de jogo aos atacantes do Inter. Diones dormiu e deixou D’Alessandro livre para chutar; Jussani guardava o primeiro pau; Danny e Fabinho, que era quem deveria marcar Gilberto e se passou, ficaram preocupados com Damião; Lomba, que cortou fraco no chute, nada pôde fazer no rebote; Dodô poderia ter encostado, mas ali não era marcação dele.
Com Diones, mais uma vez burocrático, o meio de campo pouco produziu ofensivamente. Magno, limitado ao lado esquerdo, toda hora se embolava com Lulinha, que precisa colocar o pé na forma! Agora é a reta final e, dificilmente, mudará alguma coisa na postura tática, mas Joel precisa rever o posicionamento desses dois jogadores. Eles têm de atacar mais! Não dá para os escalar abertos no mesmo lado na hora de atacar e forçar o, na teoria, segundo atacante a marcar praticamente como volante. Jones, Gabriel, Maranhão e agora Lulinha, foram queimados por isso. Portanto, torço para que Joel escale Júnior e Souza no ataque. Não gosto desse tipo de encaixe, porém, saem bem da área, vão segurar três ou quatro defensores, o que deve chamar os companheiros para frente. Também, com certeza, nenhum dos dois vai jogar atrás da linha da bola, dando carrinho perto da própria área...
