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E AGORA, JOSÉ?

O que falar a respeito da frágil e vergonhosa atuação do Bahia contra o Atlético Paranaense? Vou tentar analisar os fatos e as circunstâncias que levaram ao resultado, desde as infantilidades do sistema defensivo, passando pelo planejamento equivocado feito em dezembro. Os gols deste 5x0 começaram a ser feitos em novembro, após a confirmação do acesso à Série A. O jeito é respirar fundo, ter calma, pesquisar, ter boa memória e analisar os fatos que levaram o time a essa eliminação histórica e que, por muito tempo, ficará cravada na memória dos tricolores. Esses, aliás, não conseguem emendar uma sequência de alegrias nos últimos anos.

 

O Bahia começou relativamente bem, apesar da postura equivocada. Havia comentado com um amigo que, se o Bahia ficasse atrás, esperando o Atlético para tentar sair em contra-ataque, à eliminação seria certa. Isso por que, não precisa pesquisar muito para saber que o ponto forte do Furacão são as bolas paradas de Paulo Baier. Time muito recuado resulta em faltas nas proximidades da área. Foi o caminho. Era fundamental avançar a marcação e os zagueiros, para encurtar os espaços da cadência de Branquinho e Paulo Baier, aliada a velocidade de Guerrón e Adaílton. Não é uma estratégia fácil e que exige muito treinamento, mas, contra um time superior técnica e taticamente, o único jeito era tentar anular e não jogar em cima de erros que não vieram.

 

 Foi dito e certo! Dois gols rápidos, em lances de faltas infantis – a primeira para mim nem foi – e a tensão normal de decisão dos jogadores, virou desespero e descontrole emocional. Thiego, que muitas vezes confunde raça com violência, teve uma noite desastrosa! Omar, que sempre foi muito seguro, tem jogado mal, completamente perdido nas saídas de bola. Se fosse tênis, diriam que ele sempre fica no “mata burro”. Aquela posição que não serve para nada! A lerdeza no lance do pênalti – cavada impressionante de Adaílton! – mostrou o quanto ele está mal! O ataque não consegue produzir nada, mas a bola também não chega. É ai que entra o ponto mais fraco do frágil time tricolor: o meio de campo! Resumindo com bastante objetividade: não marca, não ataca, é lento, se posiciona mal, não tem criatividade e, por isso, sempre é completamente dominado!

 

Mas, tudo isso aconteceu pelo planejamento errado. Já falei sobre isso 200 vezes nesse espaço, mas, enquanto não mudar, continuarei falando. O presidente reconheceu que o pensamento foi equivocado, mas tem agido a conta gotas. Não tem como um clube passar incólume por três meses e meio sem treinador, com um grupo recheado de garotos nada promissores e, alguns, completamente descompromissados. Poderia copiar e colar o que venho escrevendo, mas vou repetir com dados novos. Ou libera uns dez jogadores e contrata para suprir, atletas mais experientes e, principalmente, profissionais, ou vai ser rebaixado no Campeonato Brasileiro vergonhosamente. E, sem querer ofender ninguém pessoalmente, mas começar a reformulação por Jobson é repetir o erro. É preciso trazer homens e não moleques!