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Permanência garantida

Por Éder Ferrari

Permanência garantida
 
Correndo um risco muito pequeno de ter a língua queimada da maneira mais desgraçada, digo que o negócio do Bahia agora é só buscar a vaga na Sul-americana. O triunfo pelo placar mínimo, mas sem sustos contra o Atlético-GO, deu a tranquilidade que o tricolor buscava e, nos quatro jogos que restam, precisa sustentar uma vantagem de sete pontos sobre o Ceará e de cinco sobre o Cruzeiro. Teria de perder todas as partidas e os cearenses ganharem, pelo menos, três. Você há de convir que essa briga não é mais do time de Joel Santana, mesmo com toda a imprevisibilidade do futebol.
 
A partida foi do jeito que se imaginava. Dessa vez, a miserável retranca de Joel fora de casa funcionou! Méritos individuais no gol para Marcos, que roubou uma bola na frente e Souza, pela eficiência. Gude preso com a cara do papai! Fechadinho atrás, atacando com poucos jogadores, na espera de um contra-ataque ou uma falha do Atlético, para tentar matar o jogo. Com a defesa eficiente, anulou as boas jogadas do Dragão. Foi o tipo de jogo que, aos 20 do segundo tempo, estava na cara ser do Bahia os três pontos. Um duelo morno, porém de fundamental importância para o tricolor.
 
 Falar da parte tática é até sacanagem e por isso vou dar uma resumida. Joel errou ao colocar Nikão no lugar de Magno no intervalo, depois da expulsão injusta de Souza. Naquele momento era para por Júnior e ter uma referência, um cara que segura à bola, prende os zagueiros e chama o resto dos companheiros para o ataque. O bom que logo ele corrigiu colocando Júnior no lugar de Lulinha. Esse, assim como Jones e Gabriel, foi engolido pelas funções defensivas e não rendeu na frente. Todo mundo que jogar ali com características semelhantes aos três, sairá chamuscado. Por isso torço para Joel escalar Júnior e Souza, quando esse voltar da suspensão, apesar de não gostar de dois centroavantes. Obviamente, nenhum dos dois fará cobertura de lateral, nem jogará atrás da linha da bola e o time não ficará tão retrancado. De volta para o jogo, com a saída de Lulinha, Joel equilibrou a equipe e percebeu que dava para fazer mais. Carlos Alberto entrou bem e foi muito importante para controlar os minutos finais. 
 
O ponto positivo foi à defesa. É um prazer ver Marcelo Lomba fechar o gol, com agilidade e dedicação. Desde Emerson – último ídolo tricolor -, que o Bahia não tem um goleiro tão completo tecnicamente, carismático e sério. Mais uma vez foi peça fundamental, talvez a principal, do triunfo no Serra Dourada. É o cara para fazer contrato de uns cinco anos inicialmente e garantir a idolatria. Tem vínculo até maio e quer estender. Outro que merece a moral é Danny Morais. Se queimou com a torcida pelo início ruim, porém, esqueceram de avisar que vinha há seis, sete meses sem jogar e com poucos dias de treinamento. Zero de ritmo de jogo e estreou na semifinal do Baiano contra o Vitória, no Barradão. O resultado não tinha como ser outro. Hoje, seguro e preciso no posicionamento, a meu ver, já faz jus pela vaga de Paulo Miranda. Danny também merece ficar em 2012. 
 
Como sei que vão me cobrar isso, mais para frente faço um listão de quem gostaria que continuasse no elenco. Acredito que dá para manter uma boa base, forte, enxuta e, com reforços pontuais e diferenciados, fazer um 2012 bem mais alegre e tranquilo do que 2011.