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A luta continua

Por Edson Almeida

A luta continua
Foram bem poucas as vezes que o Vitória conquistou alguma coisa por antecipação. Mesmo maior vencedor de títulos estaduais neste início de século, sempre subiu ao pódio na última rodada, passando sufoco, sem qualquer tipo de facilidade, pois os adversários sempre encareceram suas conquistas. Uma ou duas vezes não precisou fazer contas na última partida.
 
Que ficou mais difícil subir para a Série A, ficou, porque agora o Rubronegro terá que somar a maioria dos nove pontos que ainda vai disputar e torcer por tropeços de um mundão de times que são Bragantino, Americana, Sport, Goiás e Criciúma. O Criciúma, menos mal, porque ainda tem confronto direto – é bum-bum de fora ou calça de veludo. Mas os outros, não. O Braga, seu maior concorrente, por exemplo, joga em casa duas seguidas (Goiás e ASA) e sai para enfrentar o Paraná, enquanto o Vitória, recebe no Barradão Criciúma e São Caetano e viaja para encerrar a campanha em Arapiraca, contra o ASA.
 
O caso é o seguinte: do Braga, que tem 55 pontos, passando por Vitória 54, Americana 53, Sport 52, Goiás e Criciuma 51, a diferença é de quatro pontos e isso aí é para matar o coração durante estas três próximas rodadas, nos nove pontos que ainda serão disputados.
 
Sobre o empate do Vitória em 0x0 com o Americana, diante das circunstâncias, com o Rubronegro tendo Preto expulso no final do primeiro tempo, não foi um mau negócio.
 
Já  ando cheio dessa cantilena de que aquele gol perdido e aquela falta cometida fizeram a diferença, porque o futebol vai ter sempre esses detalhes – e é justamente isso que o coloca como esporte mais apaixonante do mundo.
 
Acho, sim, que a torcida do Vitória tem que lotar o Barradão até quando houve chances, porque ninguém pode esconder que o Leão continua na briga pela vaga, o que até quatro rodadas atrás parecia impossível.