FALAR E FAZER O ÓBVIO
O 4x0 sobre o Conquista não me deixaram empolgado, iludido, admirado, entusiasmado, extasiado, contente com o que vi, sem redundância, e, sim, frustrado! Explico o sentimento. Toda frustração é gerada pela desmotivação, irritação e, principalmente, incompreensão, com a falta de trabalho tático/técnico de Vágner Benazzi e de estrela, convicção e pulso firme de Rogério Lourenço. O Bahia perdeu três meses e meio da temporada por ter apostado em treinadores que só falavam, mas não faziam o óbvio. Pode ser uma perda de tempo irreparável!
Não acho que treinadores sejam mais importantes que os jogadores. Não é isso, mas o futebol atual é simples: quem não treinar, não vai para lugar nenhum! Parece óbvio, e é! Contudo, Benazzi não fazia isso. O elenco saiu de uma preparação de educação física escolar, para o trabalho profissional. René Simões nunca foi o nome dos meus sonhos. No entanto, não tenho problema em dar o braço a torcer se houver essa necessidade. Os três primeiros dias de treinamentos de Simões foram excelentes. Me pergunto se a admiração foi grande pelo que não tinha nos de Vágner ou se pela qualidade mesmo. Fico com as duas.
Quando você observa o resultado do treinamento no jogo é outra coisa. Os quatros gols do Bahia contra o Conquista saíram de triangulações ensaiadas exaustivamente, principalmente os três primeiros. Novamente eu repito: não se trata de mágica e sim do óbvio. Você observa um jogo e vê o centroavante isolado, sem ninguém para dialogar. O que você faz: conversa ou treina para consertar? Pois é... Acredito que essa dupla formada por Chiquinho de Assis e René Simões tem tudo para dar muito ao Bahia. Psicologia, teoria e prática juntos. Porém, é preciso reformular! Não só o elenco, mas o pensamento da diretoria.
Têm, por baixo, uns oito jogadores sem condições de disputar a Séria A. Sei que haverá uma pequena reformulação, mas têm de chegar jogadores para serem titulares. Chega de apostas! A reforma do campo principal do Fazendão também precisa ser acelerada. Era pra ficar pronto em março e, sem conhecimento técnico nenhum, mas com apuração, digo que não será liberado antes de julho. Não adianta também, caso seja eliminado da Copa do Brasil e não vencer o Baiano, mudar tudo. É um momento de frieza nas escolhas e nas atitudes. É preciso absorver conselhos e críticas, mas só por em prática por convicção. Planejamentos se mudam, mas têm de ser para melhor e com consciência. Jamais por desespero!