Sorte ou azar
Outro dia, grande palestrante falava sobre esse negócio de sorte e azar e após esta rodada dos nossos clubes no Brasileiro pude comprovar que ele estava coberto de razão. Que as pessoas não podem controlar os resultados de seu futuro, mas podem controlar tendências que, por sua vez, provocam alta probabilidade de obter os resultados desejados.
Sem se preocupar com “sorte” ou “azar”, o correto é criar tendências para seu time, sua carreira, sua vida pessoal e suas capacidades de luta. O resto é sofisma e falsa expectativa;
Faz tempo que o Vitória não conta com a sorte – e isso é importante para quem precisa conquistar o máximo de pontos nos poucos que ainda restam. Em vezes anteriores, perdeu jogos fáceis, até mesmo dentro de casa, onde outrora foi quase imbatível. Em Varginha, parece que todos os ETs conspiraram contra o time da terra e deram uma substancial ajuda à equipe de Benazzi. Triunfo heroico, reabilitador, que dá sustança para conquistar a vaga.
O que não se pode esconder é que o Rubro-negro tenha deixado de levar uma filosofia sólida de jogo: defender-se bem, atacar com firmeza. Fez um gol, foi massacrado, mas reagiu em tempo de ganhar a partida.
Já o Bahia, foi mesmo de sempre, retraído, confiando no contragolpe, acreditando muito mais na estrela do que no trabalho planejado. Joel Santana anda em má fase de seus conceitos, porque jogar esperando o adversário é coisa de time pequeno ou que está apostando contra o azar. E deu no que deu: uma derrota muito frustrante.
