Benazzi e suas limitações
Vencer o Goiás foi ótimo, a torcida aplaudiu, o time lutou, mas vamos falar um pouco de forma consciente. O Vitória deu uma bicuda no cachorro morto. Essa equipe goiana é uma das piores que vi neste Brasileiro da segunda divisão e com um jogador a menos desde o primeiro tempo era para ter ficado fácil para o Leão. Ledo engano. Com Vagner Benazzi, amigo, é emoção pura até o apito final.
Nem na época de Geninho ou de Lopes eu acompanhei o Vitória tão desorganizado dentro das quatro linhas – e fora também. O rubro-negro é um bando em campo e mostrou isso nesta tarde de sábado. Mas, mesmo precisando de um triunfo, Benazzi, com uma cautela desnecessária, insistiu em uma armação tática defensiva, que irritou a todos que assistiam o confronto.
Quando o Vitória tomou o primeiro gol, o natural seria o treinador avançar a equipe. Contudo, ele me inventa Marcelo, mesmo com Lúcio Flávio, Felipe, Arthur Maia e Neto no banco. Foi a última opção para todos, mas como ele entende mais do que todo mundo, foi desse jeitinho mesmo.
Eu não entendo como esse treinador mantém um jogador como Charles Vagner no time, por exemplo. Não existe. Com Mineiro e Coruja no elenco, nitidamente muito melhores que ele. E tem mais: na próxima rodada, contra a Portuguesa, se preparam para o sofrimento com Preto em campo, já que Benazzi ama uma burocracia.
Eu, sinceramente, não acredito no acesso, no fundo, no fundo, mas torcerei por isso. Porém, como o Vitória é imprevisível, vamos seguindo, mesmo achando que é um erro manter Benazzi no comando da equipe.
