Opostamente iguais
É, cara, você pode até pensar que estou louco, mas a vida tem dessas coisas, principalmente o futebol: muitas vezes, os mesmos caminhos que um faz são vistos como extraordinários ou suficientemente aceitáveis e o outro, a configuração do fracasso. Bahia e Vitória andam repetindo este exemplo no Brasileirão e, neste sábado, a loucura se configurou com todas as cores.
Já concluíram como os dois times, nos jogos do sábado, tiveram suas semelhanças e suas diferenças? Fora de casa, empates empolgantes em 2x2, os baianos resistindo à pressão e abrindo o placar, paulistas do Bragantino e cariocas do Botafogo virando o jogo, o empate no final. Que semelhança, hein? O Vitória até que teve uma chance de ganhar, com o pênalti perdido.
Mas a mensagem final para as torcidas foi diferentemente opostas: porque o Bahia, que continuou sem boa pontuação e até perdeu uma casa na tabela, foi tido como heroico, festejado pela luta desempenhada com um jogador a menos.
O Vitória, ao contrário, menos ameaçado pela degola até subiu uma posição na tabela, mas está praticamente alijado de atingir seu único intento, que é o de subir de divisão, mesmo tendo sido igualmente heroico, tem que se contentar com a descrença e as críticas da torcida.
Não se trata de injustiça nem protecionismo é que cada um sofre as consequências de suas lutas, suas necessidades e resultados obtidos. O Bahia é trôpego, mas dá pro gasto na Série A; o Vitória menos trôpego, mas está longe de alcançar as suas metas.
