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Joel, Joel...

Por Éder Ferrari

Joel, Joel...
Dessa vez vou começar os argumentos com os finalmentes. Entendo que Joel Santana não tenha confiança em Lulinha, Magno, Gabriel, Maranhão ou Ricardinho, para eventualmente substituir Carlos Alberto, como aconteceu contra o Avaí, no entanto, “Papai”, não tem jeito! Entrar com Camacho ao lado de Fahel, Fabinho e Hélder, é pedir para ser pressionado e dominado por um time que só não será rebaixado por um milagre improvável. Para mim já caiu e, na moral, Joel, mesmo contra Vasco, Corinthians, São Paulo e os outros líderes, essa escolha não existe! E a resposta é simples!

O justamente contestado Jones é utilizado por Joel como uma espécie de faz tudo taticamente, porém, tecnicamente, fez uma partida horrorosa e qualquer mérito foi devidamente jogado no ralo. Jones volta muito para marcar e até a cobertura dos laterais ele chega a fazer, mas Carlos Alberto se posiciona como segundo atacante e tem sempre um ou dois para marcá-lo. Quer queiram quer não, isso abre espaços para o apoio dos laterais e, até, em escala bem menor, uma chegada mais ousada dos tímidos volantes tricolores. Isso já funciona pouco, pela fase ruim de “CA19” e pela limitação dos outros jogadores, com Camacho, que é apenas um jogador razoável posicionado mais atrás, aí é que não tem como essas variações funcionarem. Por isso, o Bahia fez uma partida horrenda contra o Avaí.
 
Os laterais ficaram mais presos, Hélder voltou ao nível que o levou a ser tirado até do banco de reservas e Júnior ficou isolado. Conseguiu abrir o marcador, mas estava na cara que tinha de mudar. Não mudou e a o 2x1 veio com facilidade. Contudo, “largo” como poucos – não estou falando da barriga e sim da sorte -, Santana colocou Lulinha e Maranhão nos lugares de Camacho e Hélder, respectivamente, e a volúpia ofensiva, obviamente, foi outra. O marasmo deu lugar à vibração mesmo que a pressão não tenha sido tão grande. Diga ai, se não pareceu ter virado o jogo para 3x2 sem muito esforço? O adversário é inferior e, essa virada, provou que não há necessidade de pensar apenas em marcar. Já passou da hora de Joel conhecer o elenco ou, pelo menos, saber escalar de acordo com as variações impostas por ele mesmo.
 
Não estou cobrando nenhum absurdo ou que fuja da filosofia do treinador. Em certos esquemas, uma peça colocada fora do lugar quebra toda engrenagem e, depois, tem de correr atrás para consertar. Acredito que os exemplos já foram suficientemente conclusivos para não voltar a optar apenas por se defender, apostando exclusivamente nos laterais para atacar, independente do adversário. Não perder é bom, mas ganhar é melhor ainda! O Bahia agora precisa aproveitar essa gordurinha – seis pontos a frente do Z4 - para enterrar de vez qualquer possibilidade de rebaixamento. Com um padrão tático praticamente definido, Joel precisa apenas fazer o feijão com arroz para deixar os tricolores felizes e satisfeitos. Se tirar demais o sal, a comida fica sem gosto e uma "pitadinha" de Ricardinho, Gabriel e Maranhão não faz mal a ninguém, a não ser aos adversários.