Com certeza
O que Joel Santana disse, com toda sua experiência e famosa prancheta, o óbvio ululante, conforme teria atestado o grande Nélson Rodrigues, que ao lado de Armando Nogueira, mestre de todos os cronistas da mídia impressa. O Bahia mudou de postura, sim, e por isso fez valer o mando de campo e ganhou dois jogos seguidos, melhorando consideravelmente a sua situação dentro do Brasileirão.
Antes jogava em Pituaçu como um condenado à força, tenso, agitado, nervoso – e, por isso, muitas vezes, ou se afobava ou dava branco em várias jogadas e o adversário acabava aproveitando.
Neste dois últimos jogos, foi um time de luta, mas que não perdeu a calma nas horas mais difíceis. Até que se irritou um pouco na partida contra o Atlético no tal pênalti que o árbitro não marcou do goleiro Renan em Jones. Mas foi bom ser no finalzinho do primeiro tempo, porque os ânimos foram refeitos e, mesmo sem grande superioridade, houve tempo de chegar ao gol e, agora, tudo melhora para o tricolor.
De repente, o Bahia deixou de ser um fortíssimo candidato ao rebaixamento e passou a real pretendente de uma das vagas à Sul-Americana. O ânimo se modifica, o ambiente fica leve, o astral clareia e, agora, é não perder a ponta do fio do novelo, porque este é um campeonato muito entrançado e vai ser preciso manter a atenção em todos os jogos, aqui e lá fora.
Acho, portanto, que o Bahia já mostra sinais de que, pelo menos, não vai ficar lutando para não cair. Ser campeão ou conquistar uma vaga para a Libertadores são tarefas muito difíceis, mas as coisas já estão nos seus devidos caminhos. Com certeza.
