Feijão com arroz
Começo essas linhas com medo de acabar tirando os méritos do triunfo tricolor. Pelo amor de Deus, não é o caso, mas tudo precisa ser levado em conta. O resultado foi merecido, talvez um pouco dilatado demais, mas poderia até ter mais gols. Acontece que o Bahia contou com uma “ajuda” bem vinda e em excelente hora, do Fluminense. O time carioca não jogou 1/3 do que vinha jogando nas últimas partidas. Já estava na hora disso acontecer, né? A equipe de Joel Santana soube ser oportunista e ocupar bem os espaços. O importante é que venceu e saiu da desgraçada zona do rebaixamento. Ufa!
Como muita gente sabe que acho uma grande bobagem os três volantes, vieram resenhar com minha cara por isso. Bobagem! Com Hélder no lugar de Ricardinho, dizem que o time encontrou o equilíbrio. Sem querer puxar a sardinha (sem analogia nenhuma) para o meu lado, não vi isso. Aconteceu que Marcos e Dodô, surpreendente e felizmente, mais uma vez, uniram ousadia, velocidade e precisão do ir e vir exigido da posição. Se os laterais não tivessem rendido, o time ficaria completamente sem alternativa, como aconteceu em vários jogos. É uma aposta arriscada.
É óbvio que você tem de escalar um time de acordo com o que tem de melhor. Marcos e Dodô não renderam por causa de Hélder. O que Hélder fez taticamente, Ricardinho faria sem problemas. Falo sempre de Ricardinho, por que ele é o único capaz nesse elenco para suprir bem a necessidade do terceiro homem do meio de campo na parte técnica. Vinha sendo prejudicado pelo posicionamento de Carlos Alberto, que contra o Fluminense jogou mais a frente.
Como muita gente sabe que acho uma grande bobagem os três volantes, vieram resenhar com minha cara por isso. Bobagem! Com Hélder no lugar de Ricardinho, dizem que o time encontrou o equilíbrio. Sem querer puxar a sardinha (sem analogia nenhuma) para o meu lado, não vi isso. Aconteceu que Marcos e Dodô, surpreendente e felizmente, mais uma vez, uniram ousadia, velocidade e precisão do ir e vir exigido da posição. Se os laterais não tivessem rendido, o time ficaria completamente sem alternativa, como aconteceu em vários jogos. É uma aposta arriscada.
É óbvio que você tem de escalar um time de acordo com o que tem de melhor. Marcos e Dodô não renderam por causa de Hélder. O que Hélder fez taticamente, Ricardinho faria sem problemas. Falo sempre de Ricardinho, por que ele é o único capaz nesse elenco para suprir bem a necessidade do terceiro homem do meio de campo na parte técnica. Vinha sendo prejudicado pelo posicionamento de Carlos Alberto, que contra o Fluminense jogou mais a frente.
Junto com os laterais, esse foi o segredo do triunfo tricolor. O Bahia jogou no 4.5.1, com Carlos Alberto mais próximo de Souza, sem muitas preocupações defensivas. Lulinha se posicionou da mesma forma quando entrou no intervalo, mas foi mais exigido na parte defensiva. Jones, que teoricamente seria o segundo atacante, praticamente marcou mais que Hélder e Fabinho. Correu o campo todo e não deixou Carlinhos jogar. Taticamente, ao lado de Fahel, foi importantíssimo!
Por mais que ainda tenha muita a encaixar, já dá para dizer que Joel Santana começa a colocar sua cara no time. Marcar, marcar e marcar! Não é a forma que eu prefiro, mas o trabalho do treinador é marcado por isso. O currículo mostra que, muitas vezes, inclusive no próprio Bahia, dá certo. O grande problema é que, para manter esse esquema, vai ter de utilizar jogadores tecnicamente inferiores e sempre depender dos laterais para ter alternativas ofensivas. Pode e deve dar certo, mas é preciso ter outras alternativas.
