Medo de arriscar
No meu último comentário, pedi o comparecimento em bom número ao Barradão neste sábado, no jogo entre Vitória e Icasa, que terminou 1 x 1. Não me arrependo. O torcedor fez uma linda festa na casa rubro-negra e não deixou de apoiar em nenhum momento a equipe, que passou muitas dificuldades durante os noventa minutos. Foi bom ver o Manoel Barradas com um bom público novamente, apesar do resultado negativo.
Não vou nem falar no adversário, que é um dos mais fracos da competição e vai terminar caindo, como o Vila Nova-GO E Duque de Caxias. Taticamente bem montado pelo competente Márcio Bittencourt, um excelente treinador por sinal. Só isso. Uma defesa limitadíssima e um ataque cheio de saúde e pouca – para não dizer nenhuma – técnica.
O Leão voltou a pecar muito no setor de criação e eu já venho falando isso há algum tempo. Jogar com três volantes dentro de casa é ridículo e não entra em minha cabeça. Em uma partida como essa, tem que entrar com dois meias mesmo e ponto final.
Benazzi poderia ter recuado Marquinhos, abrindo espaços para Fábio Santos no ataque. Felipe também seria uma boa alternativa, deixando a mesma dupla ofensiva das últimas rodadas, mas o comandante rubro-negro preferiu manter um setor acéfalo, lento e de pouca mobilidade.
Lúcio Flávio não pode ficar sozinho armando jogadas e isso é um fato comprovado. Vai dar errado sempre. Ele precisa de alguém correndo por ele, que pode ser Mineiro mesmo, contudo, atuando longe daqui de Salvador. Falta ousadia e esse é o grande problema. Medo de arriscar.
Quero destacar dois pontos negativos neste final de semana do Leão. O árbitro da partida, Flávio Feijó. Sei que a Série B é terra de ninguém, mas esse sujeito aí tem que pegar uma geladeira por deixar a violência rolar solta em campo. Quem também deveria ficar de fora do futebol era esse goleiro Marcelo Pitol. Nunca vi um cara encenar tanto e ficar por isso mesmo. É por isso que nosso futebol se mantém sempre por baixo, em decorrência de certos “profissionais” como esse.
