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PARABÉNS AO TREMENDÃO

O que muitos não esperavam aconteceu na tarde deste domingo. O Bahia de Feira, que fez uma linda campanha nas três fases que antecederam às finais do Campeonato Baiano, jogou com raça para cima do Vitória, dentro de um Barradão lotado, e levantou o troféu, pela primeira vez, desta competição. E quem pensa que foi uma surpresa, pode tirar isso da cabeça, pois organização dentro de campo faz a diferença.

 

Desde o início do Baianão, já falava o quanto esse time jogava bonito. O trio de ataque, formado por Bruninho, Carlinhos e João Neto, três canhotos, pode decidir uma partida e foi o que aconteceu no Manoel Barradas, no triunfo de 2 x 1 que garantiu a conquista para Feira de Santana, há 42 anos longe da taça. Esses atletas deitaram e rolaram em cima dos laterais rubro-negros e deixaram o perdido técnico Antonio Lopes sem saber o que fazer à beira do campo.

 

Mas o Tremendão não seria esse time tão entrosado e tranquilo sem Arnaldo Lira. O cara mostrou que é bom mesmo. Blindou o time quando a imprensa já especulava a saída de alguns atletas e deu um verdadeiro nó tático no experiente delegado Lopes. Ele contou com peças como o bom volante Diones, que não perdeu uma no meio de campo, e o lateral-direito Edson.

 

Já o Leão, pecou pela soberba. Achar que vai ganhar ou reverter um placar a qualquer momento dá nisso. Aconteceu em 2006, contra o Colo-Colo, e no ano passado, diante do Atlético-GO. Manter certos jogadores no time, sabendo que não renderiam, como é o caso de Viáfara, Nikão e Elkeson foi pedir para perder.

 

O resultado derrubou Lopes, que só acumulou insucessos com o rubro-negro. Um rebaixamento, uma eliminação vexatória na Copa do Brasil para o Botafogo-PB e agora a derrota na final do Baianão para o Bahia de Feira. Márcio Araújo é a minha aposta, sem tirar a possibilidade de um investimento maior, como a contratação de Carpeggiani.