RESUMO DE QUÊ?
Sempre que se termina uma fase longa ou a própria competição, é quase uma obrigação fazer uma análise com o que de melhor (ou não) aconteceu. No caso do Campeonato Baiano é duro achar alguma coisa que valha o elogio. Estou fazendo um esforço muito grande para não achincalhar tudo. Por que, se vocês pensarem comigo, qual o grande nome, a grande estrela, a grande motivação, destas arrastadas 72 partidas?
Como sou chato, começarei com o que não faz sentido. A primeira fase termina e o Colo Colo, com a sexta melhor campanha – seria 2º no Grupo 2 -, vai disputar o rebaixamento. O regulamento não valoriza os melhores. O medo de não ter Ba-Vi na final ou até nas semifinais, leva a esse sistema escalafobético (só o Baianão pra me fazer buscar essa palavra no fundo do baú!). Todo ano é a mesma indaga, com jogos sem sentido, times ruins e com os mesmos jogadores no interior.
Esse ano, mais uma vez, tivemos péssimos estádios, com vestiários, cabines de imprensa, gramado e arquibancadas, sem a menor condição. Exceções ficam para Pituaçu e Barradão. Parece repetitivo e clichê, né? Mas, fazer o que se é sempre a mesma coisa? Se acostumar com a relentagem? Não consigo ser tolerante a esse ponto e olhe, que, como sou um cara do interior, cresci achando o estadual o máximo. Vem logo em minha cabeça, os muitos jogos do River, na época o time de Ilhéus, que assisti entrando por um buraco no muro do Mário Pessoa. Torcia muito por Nazaré, Dinho Brow, Dêgo, Dadico, Ado, Rogério, Jorginho, Clodoaldo... Era muito divertido e amador!
Entretanto, o tempo passou e, o que já era ruim, piorou. As “reformas” feitas dentro e fora de campo são risíveis. Deve ser muito difícil para os especialistas fazerem um regulamento, no mínimo, coerente. Estruturalmente o abandono dos estádios fica por conta dos poderes públicos, municipal e estadual, já que os clubes, infelizmente, são reféns de verbas governamentais. Por essas e outras que, apesar do humor negro, boto fé quando dizem que o Japão vai se reestruturar completamente, bem antes do Brasil construir 1/3 dos estádios para a Copa de 2014.
Não queria novamente falar sobre isso, mas se o objetivo é discorrer sobre a primeira fase do Baiano, e, observando bem, falei mais do geral, a arbitragem tem de entrar em pauta. Por que, na verdade, para o bem e o mal, ela foi a maior notícia até aqui. Falta critério em vários quesitos, principalmente na questão da mão na bola, bola na mão. Cada um marcou ou não de um jeito. Mesmo sendo um lance interpretativo, teve jogo que o árbitro usou interpretações diferentes para lances semelhantes. Pouquíssimos foram os jogos que o trio não foi alvo de chiadeira. Como não existe solução em curto prazo, o máximo que me permito falar sobre o tema – de saco cheio – é a necessidade absoluta de reciclagem.
Ia tentar escalar a minha seleção até agora, mas por ter assistido no máximo 20, 21 jogos, contando com as reprises, achei que acabaria sendo injusto, mesmo com a ajuda dos colegas. Não teria embasamento, por que nem melhores momentos de alguns jogos eu vi. A TV mostra no máximo os gols e, como tenho de cobrir todas as partidas do Bahia, fica difícil acompanhar. O tricolor não teve nenhum grande destaque. Só na reta final que Omar, Thiego, Titi, Marcone, Ramon, Tressor Moreno e Rafael, mostraram qualidade e deram uma levantada na moral. Com entrosamento e a melhora física, o time deve melhorar.
Pelo folclore e por ter feito tantos gols pelo pior time da primeira fase, levanto a bola para Sassá, o "melhor" jogador da primeira fase. Imaginem?