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LEÃO NÃO PERDE NADA

Na última sexta-feira, o atacante Neto Baiano, que se acha o maior do mundo, pediu a diretoria do Vitória para viajar com o intuito de resolver problemas particulares em São Paulo. Os dirigentes rubro-negros resolveram liberá-lo, confiando na sua palavra de homem, o que não aconteceu.

 

Procurando forçar o rubro-negro a deixá-lo voltar ao Japão, o jogador, através do seu empresário resolveu chutar o pau da barraca. Seu agente, o Sr. João Henrique Chiminazzo, declarou em entrevista a alguns meios de comunicação que seu cliente não jogaria mais no Leão e que ele prefere voltar ao futebol japonês. Que vá, então!

 

Mas, para que isso aconteça, terá que pagar a multa que o clube baiano tem direito ou então brigar na justiça e ficar sem entrar em campo por qualquer que seja a agremiação. Se o clube do Japão quer seu futebol, porque não pagou esse valor aos cofres do rubro-negro? É forçar a barra demais isso, para um jogador comum, que não consegue dar uma sequência na carreira.

 

Neto não era nada no futebol brasileiro até algum tempo atrás. Jogava nos times do interior de São Paulo quase sem destaque. A diretoria do Vitória o trouxe para a Toca e o cara se encaixou bem no time. Foi artilheiro do clube na temporada e se picou para o Oriente. Após um ano e meio, retornou dizendo que não queria ficar. Claro que não quer ficar. Se o rubro-negro estivesse na primeira divisão, seu discurso, com certeza, seria outro.

 

Alguns jogadores de futebol não merecem muito respeito. Como disse Luiz Felipe Scolari na coletiva de imprensa do Palmeiras sobre a novela Ronaldinho Gaúcho: “Futebol é muita sem-vergonhice”.