(NÃO) VALE A PENA VER DE NOVO
O Vitória arrancou um importantíssimo empate nesta tarde de domingo, no estádio da Beira Rio, por 1 x 1, contra o poderoso Internacional, com um time completo, recheado de jogadores que disputarão o Mundial de Clubes daqui a duas semanas. Importante, sim, porque o rubro-negro estava desfalcado de peças importantes na equipe e sofreu uma grande pressão ao longo da semana.
Mas a importância maior é que o fim de semana foi bom, no final das contas. O Atlético-GO, adversário de domingo, no estádio Manoel Barradas, às 16h (horário da Bahia), pela última rodada do Campeonato Brasileiro, empatou também, contra o São Paulo, só que em casa. Esse resultado deixou o time goiano com a mesma pontuação do Leão, mas com dois triunfos a mais que os baianos.
O Avaí, que era outro concorrente, se safou. Venceu o Santos por 3 x 2, de virada, depois de começar perdendo por 2 x 0. A equipe catarinense ainda deve levar, de quebra, a vaga na Copa Sul-Americana em 2011. Já o Flamengo, que pediu para cair o tempo inteiro, perdeu para o Cruzeiro, porém, se salvou por conta do confronto direto entra o Vitória e Atlético-GO.
Contudo, a partida deste domingo foi muito boa, no aspecto da força de vontade do rubro-negro baiano. O time de Antônio Lopes foi guerreiro e não deixou de dividir nenhuma jogada. Apesar de ter começado na frente do placar, a zaga deu brechas, mais uma vez, como aconteceu diante do Guarani, e tomou um gol de empate. É impressionante como o Vitória não consegue segurar o placar.
O grande destaque nesta tarde, para mim, foi o zagueiro Anderson Martins. Contestado pela torcida durante muitos anos, ele tem dado uma demonstração de confiança e maturidade nos momentos mais decisivos nesta temporada. Ele não perdeu nenhuma dividida e tirou todas por cima nas jogadas aéreas do Colorado.
Agora, é decidir a sobrevivência na Série A dentro de casa mesmo, como aconteceu nos últimos dois rebaixamentos do clube. O primeiro, em 2004, a equipe de Evaristo de Macedo perdeu para a Ponte Preta e desceu. Já no ano seguinte, a situação foi pior. O time comandando por Renê Simões, hoje técnico do Atlético-GO, sucumbiu diante da Portuguesa e entrou no fundo do poço: a terceira divisão.
Não precisamos ver esse filme novamente!