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DEMOROU…

Estou escrevendo esta coluna hoje para falar especificamente de um jogador. Na tarde deste domingo, no triunfo sobre o Prudente, por 2 x 0, o técnico do Vitória, Antônio Lopes, promoveu à titularidade o garoto Adailton, que estava esquecido no elenco desde o começo do ano. Depois de muito tempo e algumas boas partidas no Campeonato do Nordeste e Taça Estado da Bahia, todos entenderam seu valor no grupo.

 

Para quem não sabe, Adailton passou mais de um ano sem jogar, pois teve problemas jurídicos com o Fortaleza, seu clube formador. Esse imbróglio o fez ficar afastado dos gramados e prejudicou sua evolução bastante. No começo deste ano, ele desembarcou na Toca do Leão e teve algumas poucas chances no time comandado por Ricardo Silva, que por muitas vezes escalou jogadores de baixo nível o deixando de escanteio.

 

Na partida diante do Prudente, ele foi peça fundamental no resultado final do jogo. O cara só não fez chover. Além da raça demonstrada, Adailton armou boas jogadas pela direita, junto com Nino Paraíba, que retornou de contusão após dois meses. Sua força física e velocidade são impressionantes e quebram qualquer esquema defensivo. A defesa paulista sofreu muito no Barradão.

 

Adailton lembra muito Willians Santana, hoje no Fluminense. Ele tem as mesmas características, mas é muito mais forte fisicamente e isso pode ajudar muito nas jogadas de ponta. Eu já sabia que seu rendimento seria esse. Acompanhei os treinos todos da semana e vi que Lopes apostou certo. Durante os coletivos, o atacante parecia que estava correndo atrás de um prato de comida e não deixou de dividir uma bola sequer. Depois dessa semana, Adailton se firmou entre os onze e começará jogando diante do Botafogo, no sábado.

 

Acredito que se o rubro-negro baiano tivesse um meio de campo forte e produtivo, o time poderia evoluir ainda mais. Infelizmente, Ramon Menezes não pode mais jogar como titular. Ele deixa a equipe lenta, sem poder ofensivo. Acho que Renato poderia ter uma chance novamente, mas parece que o informante de Lopes não quer assim ou até ele mesmo. Mas, pela sua experiência, o que nos resta é acreditar mesmo.