Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Coluna

Coluna

BBMP

No exato momento que soube da contratação de Vágner Benazzi pelo Bahia, o sentimento de frustração e incredulidade tomou conta. Pensei, “meu Deus, será possível que não se dão ao trabalho de pesquisar e ter ousadia? Esqueceram a divisão que estão no Campeonato Brasileiro? Meu Deus, que miséria!”. Até meu vício no Twitter eu joguei pra cima. Coloquei lá, pegando ar, “hoje eu não "tuitu" mais! Um abraço e até amanhã!”. Está bem explícito que não gostei da contratação, mas, cadê os argumentos contrários? Não vale só criticar, tem de explicar os motivos.

 


Em um dos meus últimos artigos (veja), enumerei muitas das razões por não gostar do Benazzi, apenas citando outros nomes, a meu ver e de quase todos que conheço - Geninho e Vadão - com um currículo mais credenciado para a Série A. Não quero soar repetitivo e chato, mas qual o trabalho importante realizado por Vágner? Acesso na Série B e Paulistão? Evitar rebaixamento? Tem méritos, contudo, um clube que precisa de credibilidade e títulos com urgência como o Bahia, necessita de um cara conta gotas? Tinha de ser uma referência! Portuguesa, Náutico, Figueirense, Avaí, Vila Nova-GO, Paysandu e Fortaleza. Essas são as maiores grifes treinadas por ele. É ou não é, pensar com mediocridade? São mais de 20 anos de carreira...

 


Agora, isso tudo é relativo e ele pode chegar resolvendo. Entretanto, uma coisa que realmente me deixou preocupado foi conversar com jogadores – não necessariamente que atuam no Bahia. O tom quase unânime, com as câmeras desligadas, foi de deboche. O termo mais singelo utilizado foi “fanfarrão”. O estilo é "presepeiro". Quem escutou as entrevistas após a confirmação da vinda para o Fazendão, com um pouquinho de atenção, pôde perceber isso. O cara já chega na canela, dizendo que vai para o banco no Ba-Vi. Com qual conhecimento do elenco? Vai apenas se desgastar e fazer marketing. Nem o nome de Omar ele sabe...

 


Mas, como não tem jeito, bola pra frente. Resta a torcida apoiar, cobrar com critério e esperar pelo melhor. Ele é um cara muito experiente, querendo ou não, teve alguns sucessos e, quem sabe, pode chegar aqui com a estrela iluminada e sacudir o elenco, como aconteceu no Avaí na reta final do Brasileiro de 2010. Como aconteceu ano passado, o errado, novamente, pode dar certo. O futebol vive dando exemplos disso. Não é por que achei uma contratação atrapalhada, que vou perseguir o cara. Não é meu perfil pessoal, muito menos profissional. Por isso, com o olho fechado e rezando muito, BBMP (Bora Benazzi Minha P...)!