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SAÍDA DE ARINI

A saída do diretor de futebol do Vitória, Carlito Arini, pegou todos de surpresa nesta manhã de sexta-feira. Ninguém esperava que, um dia depois de Toninho Cecílio cair, ele também seguiria o mesmo rumo do antigo comandante. É difícil explicar o motivo pelo qual o diretor deixou o clube em um momento tão complicado que o rubro-negro vive no Campeonato Brasileiro da Série A, com grande culpa dele.

 

Podemos dizer que o grande motivo dessa queda foram as pífias contratações que Arini fez quando esteve à frente do clube. A primeira delas é Eduardo, lateral-esquerdo que não convence ninguém. Todas as partidas que disputou, prejudicou o time e irritou muito a torcida rubro-negra. A outra contratação discutível foi Jonas. Após jogar algumas vezes como titular, não convenceu, teve que fazer uma cirurgia e está no estaleiro.

 

E fracas peças contratadas não pararam por aí. Thiago Humberto e Soares são outros exemplos. O primeiro, sempre sentindo dores e de fora do time, não dá uma sequência  na equipe e está muito abaixo das expectativas. Suas boas atuações no Prudente, em 2009, ficaram mesmo no passado. Já Soares nunca se firmou em time nenhum, mesmo com oportunidades de ouro, como no Fluminense e Cruzeiro. Além disso, perde gols inacreditáveis.

 

A última aquisição do antigo diretor, no mínimo equivocada, foi a do volante César Santiago. A justificativa de Arini foi que o elenco estava sem volantes, mesmo com Fernando, Bida, Vanderson, Ricardo Conceição, Uelliton, Neto e Marconi como opções. Tudo bem que os três últimos estão lesionados, mas já iniciaram a fase de recuperação. Ele poderia ter pensado em contratar laterais, já que é um problema crônico no Leão.

 

Por fim, a situação ficou insustentável na queda de Cecílio. Os dois são amigos pessoais e o clima não ficou bom para o treinador. Tenho a impressão que a situação dele com os jogadores também pesou. Mas, bola pra frente agora.