BOA ESTREIA
Estreando no comando do Vitória, no lugar de Ricardo Silva, o técnico Toninho Cecílio entrou com o pé direito na função na noite desta quarta-feira. Além de vencer o Palmeiras, o novo comandante fez modificações importantes no time e mostrou que pode render mais do que o esperado por todos nós. No começo, assim que foi anunciado, fiquei com algumas dúvidas, mas acho que essas serão tiradas nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro e Sul-Americana.
O Vitória iniciou a partida contra o Porco mandando em campo, como faz em todas as partidas no Barradão. Mas, com uma diferença do time de Ricardo Silva: os jogadores estavam tocando mais a bola e mais próximos uns dos outros. Renato e Ramon fizeram um bom jogo, principalmente no primeiro tempo. Assim como o lateral-esquerdo Eduardo, que fazia sua estreia também. Mesmo sem apoiar muito, ele conseguiu fazer boas jogadas pela direita, quando estava por lá.
Em entrevista coletiva na terça-feira, Cecílio falou que colocaria um dedo no time que enfrentaria o Palmeiras e assim o fez. Ele se movimentou muito na área técnica e foi vibrante com seus comandados. Deu ordens, falou, gritou e conversou muito por telefone com seu assistente, Betinho.
Um dos pontos altos dessa sua estreia foi a modificação que fez no segundo tempo. Assim que o técnico palmeirense Luiz Felipe Scolari tirou Pablo Armero e colocou o atacante Luan em campo, o time paulista cresceu e ganhou espaços no lado direito do Leão. No retorno para a segunda etapa, Cecílio deu um verdadeiro nó em Felipão. Tirou Eduardo da direita, colocou na esquerda e puxou Egídio para o meio. Ricardo Conceição ficou responsável pela lateral-direita. Essa mudança tática anulou todas as jogadas de Vítor na direita e deu ainda mais força ao lado esquerdo rubro-negro. Matou o jogo.
Sem grandes problemas durante os noventa minutos, o time baiano pressionou o tempo inteiro, sem dar espaços ao verdão. Isso que me deixou animado. A equipe rubro-negra não deu nenhuma chance aos paulistas e mostrou boa movimentação no meio-campo. Acho que Bida tem uma vaguinha nesse time, assim como Júnior, o Diabo Loiro, muito mais jogador que Schwenk. Os dois entraram e deram vida ao setor ofensivo do time. A outra modificação foi a entrada de Neto, até contestada por alguns torcedores, que fez o segundo gol do jogo. O resumo da ópera: deu tudo certo para o Leão ontem.