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HORA DE GRITAR

Não importa o placar difícil de ser revertido ou um adversário qualificado, esse é o momento da torcida do Vitória brilhar e gritar muito durante os noventa minutos na partida desta noite, diante do Santos, pela grande final da Copa do Brasil no estádio Manoel Barradas. Na Vila Belmiro, o Leão não mostrou suas garras e perdeu por 2 x 0, mas este dia 4 de agosto pode ficar marcado na história do clube. Não só pelo título nacional, o primeiro em 111 anos de vida, mas pela festa que será feita na cidade caso isso aconteça.

 

Sabemos de todas as dificuldades que o rubro-negro vai encarar nesta noite, porém, é hora de superá-las. O time do Santos é bastante qualificado, contudo, em minha opinião, só do meio para frente. No setor defensivo, tem grandes limitações e deixa muitos espaços para o adversário jogar. Por isso, esse é o momento do Leão não se intimidar e atacar, sem medo de ser feliz. Fazer três gols em um time como esse é complicado, mas conhecemos o futebol e temos a consciência que não é impossível.

 

O técnico do Leão, Ricardo Silva, não vai divulgar o time que entrará em campo, mas temos a convicção que será uma equipe guerreira, com fome de título, mesmo sem a presença fundamental do volante Vanderson, suspenso. O retorno de Nino Paraíba dá um alento ao torcedor, mesmo sabendo que ele não está na sua melhor forma física. Longe disso. Nino vem de um longo período de lesão e vai sentir isso durante o jogo, mas, sem opção, Ricardo tem que colocá-lo assim mesmo.

 

Schwenk e Júnior disputam uma vaga no ataque e ainda existe uma possibilidade, mesmo remota, dos dois começarem juntos na frente, o que eu não acho que vá acontecer. O primeiro ainda tem vantagem sobre o Diabo Loiro, já que passa por uma fase muito melhor, principalmente no Campeonato Brasileiro, onde é artilheiro do time com cinco gols. Júnior “brocou”, como ele mesmo fala, apenas uma vez.

 

Agora é a hora do torcedor fazer sua parte. Não preciso nem pedir aos rubro-negros para lotarem o Barradão, até porque os ingressos já estão esgotados. O que eu peço mesmo é que o incentivo seja dado do início ao fim do confronto, independente do resultado, porque o time mostrou que é guerreiro e merece o apoio.