FIM DE FEIRA
Nesses últimos três anos e meio, contestamos muito o técnico da seleção brasileira, Dunga, mas não deixávamos de ressaltar os títulos conquistados por ele e seus comandados nesse período. Contudo, estávamos cientes que apenas um grupo de jogadores não seria o suficiente para ganharmos uma Copa do Mundo. Precisávamos de jogadores habilidosos, que fizessem a diferença, e não tínhamos. Kaká e Robinho não fizeram a diferença e nos deixaram mais irritados e temerosos com o decorrer dos jogos.
A derrota para a Holanda foi extremamente dolorosa, apesar de esperada. Depois de um primeiro tempo quase perfeito, o Brasil sucumbiu aos habilidosos Robben e Sneijder, peças que não tinham no nosso elenco. Dunga errou desde a convocação até as substituições durante o mundial. Nessa partida contra os holandeses, ele poderia ter entrado muito bem com Nilmar na frente, recuando Robinho para o meio e não fez. Ficou com medo, como sempre.
Para se ter uma ideia, o também contestado técnico Parreira, em 2006, fez uma campanha melhor do que a de Dunga em 2010, só perdendo nesta mesma fase – quartas de final – para a França. A seleção de Dunga empatou com a pífia Portugal na primeira fase. Dunga não tinha jogadores para substituir e convocou atletas pensando no grupo, esquecendo que craques ainda fazem diferença no futebol. Como ele não foi craque – longe disso –, não estava preocupado.
Logo após o intervalo contra a Holanda, o Brasil voltou à campo de um jeito diferente. A soberba de Felipe Melo, que deu toque de calcanhar no primeiro lance do segundo tempo, demonstrava a falta de equilíbrio da seleção. Apesar de ter dado um lindo passe para o gol de Robinho, o volante da Juventus entregou os dois gols holandeses e foi expulso em um momento importante da partida. Vale ressaltar que melhor que Melo tem centenas. Hernandes (São Paulo), Sandro (Internacional), Pierre (Palmeiras) e Elias (Corinthians), sem falar em Lucas (Liverpool).
Quando Dunga olhava para o banco, pensando em alguma modificação, só tinham Nilmar. Nenhum outro jogador poderia fazer a diferença e chamar a responsabilidade. O único que poderia ter feito isso, não o fez: Kaká. Foi abaixo da crítica e deveria ter pensado no grupo, porque ele sabia que não tinha condições de jogar a competição por decorrentes problemas físicos. Júlio Batista e Josué são tristes e, como falamos aqui na Bahia, “não jogariam nem no meu baba de praia”.
Mas é isso. Agora Inês é morta. Só em 2014, no Brasil. Ainda não sabemos quem será o novo técnico da seleção, mas o certo é que esse será responsável por uma grande reformulação no elenco brasileiro. Juan, Lúcio, Gilberto Silva, Felipe Melo, Luis Fabiano e alguns outros fizeram sua última participação com a camisa verde e amarela no fatídico duelo contra a Holanda. Nomes como David Luiz, Breno, Ganso, Neymar, Elias, Lucas devem pintar na seleção. O que nos resta é desejar boa sorte e muito trabalho.