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DESORGANIZAÇÃO TÁTICA RUBRO-NEGRA

Não é de hoje que a torcida do Vitória reclama da organização tática do time durante o comando de Ricardo Silva. Essa queixa, por parte dos rubro-negros, tem fundamento e ficou bastante clara no último domingo, no empate do Leão diante do frágil Camaçari, pelas semifinais do Campeonato Baiano. Em um jogo que parecia fácil, se tornou complicado, muito em conseqüência da insistência de Ricardo com jogadores como Bida e Schwenk.

 

Esses dois atletas já demonstraram dezenas de vezes que não podem vestir a camisa do clube. Um pela falta de vontade mesmo e o outro em razão da baixa qualidade técnica. Seria muito mais coerente, por parte de Ricardo, apostar no jovem Edson, artilheiro das divisões de base quando Júnior não tiver à disposição.

 

Além dessa instabilidade tática, o Vitória passa por uma situação comum nas últimas temporadas: a irregularidade. O time faz excelentes partidas e outras péssimas. Não há um meio termo, nem um jogo mais ou menos. Isso tem irritado o torcedor, que não tem comparecido ao Manoel Barradas, apesar da liderança no estadual e a vaga nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, demonstrando que o time não empolga.

 

Apesar de ter vencido algumas partidas de goleada, como Corinthians-AL e Náutico, o rubro-negro não convence. Esses dois jogos foram um acidente de percurso durante toda temporada. Mesmo assim, foram dois resultados expressivos, bastante comemorados. Porém, isso não basta para uma primeira divisão. Pelo que estamos vendo nos estaduais, o Brasileirão será de alto nível e, se a diretoria não se mexer, o rubro-negro vai brigar por uma das quatro vagas na segunda divisão em 2011.

 

A base rubro-negra, com Viáfara, Wallace, Nino Paraíba, Ramon e Júnior, tem muita qualidade, mas não são suficientes para o restante da temporada. O presidente Alexi Portela já adiantou que o clube contratará jogadores de mais qualidade, do jeito que a torcida quer. É bom mesmo, porque se assim não fizer, o futuro será sombrio em dezembro.