Domingo alegre
O que faltou para o Vitória no sábado sobrou ao Bahia neste domingo. Não apenas raça, mas propósito tático do princípio ao fim. No jogo do Barradão, pela Série B, outra vez o Vitória frustrou sua torcida, não alcançando o G-4, diante de um empate que acabou em grande apatia para os quase 25 mil torcedores que foram apoiar o Leão. Já o jogo do Bahia foi diametralmente diferente, porque não foi um triunfo alcançado pelo acaso.
Desde os primeiros minutos o Bahia construiu o resultado, jogando com personalidade e, acima de tudo, com simplicidade, sem a afobação que deixava sempre a imagem de um time que apertou mais, embora tenha chegado ao final da maioria dos seus jogos com o resultado adverso.
Neste jogo com o Flamengo foi diferente, pois jamais teve o sucesso ameaçado. Fez o resultado no primeiro tempo – e na fase final, mesmo quando foi pressionado foi senhor de todas as suas ações. Agora, com um novo treinador contratado, Joel Santana, o Bahia tem tranqüilidade para buscar solidificar esta reação que foi muito bonita e merecida, jogando livre do fantasma da responsabilidade exagerada.
Ainda acho que tanto Bahia quanto Vitória podem atingir os seus objetivos, mas têm que se focar em todas essas situações de oportunidades, principalmente nos jogos dentro de casa (Pituaçu e Barradão), onde nossos representantes têm vacilado muito.
O Bahia pode sim se encaminhar nestas próximas rodadas em busca de uma vaga na Sul-Americana e, depois, jogar com serenidade por uma posição até melhor; o Vitória tem que jogar com raça e determinação lá fora e ajustar o seu emocional para receber os próximos adversários em Salvador.
Mas vai ser preciso não perder o fio da meada: trabalhar muito e falar apenas o sucifiente.
Que este domingo alegre seja repetido ainda muitas vezes neste campeonato.
