É bom refletir
Nesta tarde de sexta-feira (02/09), ainda há um grande repertório de tentativas para substituir Renê Simões, sendo que o mais falado agora é Joel Santana, que acaba de ser demitido do Cruzeiro. É importante que os dirigentes reflitam bem, porque agora qualquer escolha errada vai ser o fim de tudo – e o Tricolor neste momento está lutando mesmo é para não cair de divisão.
É muito fácil ser engenheiro de obras prontas, dizendo agora o que foi certo e o que foi errado, mas não foram poucas as observações feitas pela imprensa comprometida com o bem estar dos clubes, mas o Bahia fez ouvidos de mercador. Achou que tudo podia e tudo fazia, que estava no caminho certo, que embora com uma pontuação cada rodada mais ridícula, praticava um futebol de grande categoria. E deu no que deu.
A verdade é que os dirigentes acordaram, já estão convictos de que erraram muito nas contratações, apostando em reforços que pouco acrescentaram ao time.
Então, não é o simples fato de mostrar a porta da rua a Renê, trazendo outro para o seu lugar, que tudo estará resolvido. É a velha história do carro velho, que o cara conserta o motor e, de repente, descobre que a chaparia está caindo aos pedaços. Tem que ser uma reforma geral.
No caso do Bahia, tem que haver uma profilaxia completa, com mudança até de comportamento dos dirigentes e responsáveis pelo futebol. Não adianta continuar sofismando, porque isso já não assenta nem mais para torcedores fanáticos, pois recentemente até o folclórico Binha de São Caetano revelou que está jogando a toalha, de um time que ele sempre achou que era o melhor do mundo!...
Portanto, se admitem um modesto conselho: o momento exige, antes mesmo de se trazer um novo treinador, muita reflexão e bom senso.
Ah, sim, temos duas paradas indigestas pela frente: hoje, contra o perigoso ICASA, o Vitória tenta manter acesa da esperança de chegar ao G-4 da Série B e, amanhã. O Bahia luta desesperadamente contra o Flamengo para sair da incômoda situação em que se encontra.
Felicidades para os dois.
