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Sem apelação

Dois péssimos resultados, sem qualquer tipo de apelação. Creio até que as emissoras de tevês vão se sentir acanhadas em ficar procurando chances aqui e acolá para justificar os maus resultados. Se o Bahia teve umas poucas escaramuças que poderiam acabar em gols, o Coritiba, mesmo contra-atacando e com um a menos durante todo o segundo tempo, teve muito mais oportunidades.
 
O Vitória levou dois da Portuguesa, criou até umas três chances boas, mas foi engolido taticamente pelo time paulista, que é líder da Série B e teve um, a postura bem superior durante todo jogo do sábado. Estreou dois veteranos de boa qualidade – Geraldo e Lúcio Flávio -, ainda assim não conseguiu coordenar jogadas conscientes para sair do zero.
 
Pior do que se saber quando o Bahia vai ganhar em Pituaçu foi o empate com o Coritiba, na mais pálida partida tricolor em casa, dominado inteiramente no segundo tempo, por um adversário com menos um jogador em campo, sem qualquer sintoma de reação.
 
Analisando bem, pelo futebol insosso que apresentou, o empate foi até mais lucrativo para o time de Renê Simões, que viu e ouviu a torcida dar um impiedoso adeus para ele, fato que já se consumara com o seu colega Geninho, na tarde anterior, por não resistir à derrota do Vitória contra a Portuguesa, também em Pituaçu, por 2x0, sem qualquer tipo de apelação. Foi, enfim, um final de semana muito infeliz.
 
Acho René e Geninho dois ótimos profissionais, falam com a clarividência de poucos mestres do futebol, mas não conseguiram dar liga nos seus times, que jogam sem código e endereço postal.