Coisa feita
O Bahia não jogou mal, o jogo com o Botafogo foi interessante, muito movimentado e qualquer um dos dois poderia ter vencido. O time de René Simões foi até melhor no segundo tempo, insistiu muito, mas o alvinegro teve duas chances tão agudas que quase sai de Salvador com o triunfo.
A pontuação tricolor em Pituaçu tem sido tão melancólica, que parece coisa feita, mandinga. Nos tempos de Lourinho e Jones, eles mandavam jogar água de arruda ou espalhar incenso de comigo-ninguém-pode em Pituaçu. Negócio inexplicável, parece mesmo coisa feita.
Pituaçu, desde que o Bahia o adotou como sua casa, não tem sido de bons fluidos. A torcida é maravilhosa, faz de um tudo para empurrar o time, mas os resultados são sempre adversos. Foi lá que o Bahia perdeu os últimos títulos. Ganha do Vitória no Barradão, mas já leva a desvantagem dos jogos de Pituaçu.
Também, na própria segundona do ano passado, o time só subiu graças ao excelente desempenho fora de casa, quando alcançou nove vitórias e cinco empates, 32 pontos. Em casa, sua campanha foi sofrível. Foi derrotado para times inexpressivos como o Duque de Caxias.
Agora, com o estádio sempre lotado, não ganha uma dentro de seu terreiro: três pontinhos em 12 disputados, uma mísera performance de apenas 25%, coisa de time que quer cair. E o Bahia tem grupo e futebol para estar no pelotão de frente.
Sobre o Vitória, a goleada contra o Bragantino deu muito alento à sua torcida que viu, mesmo que momentaneamente (uma noite), o time entrar no G-4 e mostrar que tem chances reais de brigar por uma vaga.
Mas vai ser preciso não perder a pegada.