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CHEGA DE SOFISMA

Neste domingo, bem distante de Salvador, lá no Extremo Oeste, após várias tentativas inválidas, porque a Internet estava muito lenta, consegui sintonizar a Itapoan FM, justamente na hora em que um torcedor jurava nunca mais ficar sofismar em defesa do Bahia.

 

Antes, pela TV fechada eu assisti o empate tricolor com o Atlético/MG e, seguramente, tive o mesmo sentimento do revoltado torcedor. É que, por uma questão de cultura, comentarista também sofisma muito. Mas já ando cansado. Também tenho sofismado muito e até peço desculpa aos que me prestigiam tanto aqui no Bahia Notícias, quanto na mídia impressa e radiofônica.

 

Sofisma, apenas para lembrar, é um raciocínio vicioso, aparentemente correto e concebido com a intenção de induzir ao erro. Isso mesmo. Muitas vezes, por mais honestos e bem intencionados, os comentaristas também tentam camuflar a verdade, na intenção de não afugentar o torcedor ou, então, na esperança de mudar o rumo das coisas.

 

O Bahia voltou a mostrar os mesmos erros neste empate com o Atlético/MG. Até que deu a impressão de haver melhorado no primeiro tempo, mas no segundo, além de marcar um gol em pênalti que não existiu, entregou-se em campo, porque pareceu um time cansado, sem preparação física e sem postura de quem joga dentro de casa, com a torcida que tem e a tradição invejável de outrora vencedor.

 

Eu até concordo que o árbitro tenha errado também contra o Bahia, mas, convenhamos, o Galo foi absoluto durante todo o segundo tempo, abusou de perder chances e ainda teve um gol muito mal anulado.

 

A campanha do Bahia é pífia: dois jogos fora, dois em casa, 12 pontos disputados, apenas dois conquistados, 16,6 % de aproveitamento, na faixa dos degolados. Ou melhora nestas duas pedreiras que vai pegar fora de casa, contra o Fluminense e o Atlético/MG, ou vai se complicar ainda mais.