SEM MUITA FÉ,SÓ ESPERANÇA
Confesso que não tenho muita fé em uma bela arrancada de Bahia e Vitória no Brasileirão, mas fico na esperança de ser surpreendido com dois bons resultados. Porque há diferenças bem definidas: a fé normalmente se usa para garantir, assegurar ou transmitir confiança; a esperança estabelece apenas a expectativa de um bem que se deseja. E é justamente isso que se configura diante da estréia de nossos times nos Brasileiros das Séries A e B.
Tenho um fio de esperança, e até me esforço em mentalização positiva para multiplicar isso, para que os dois possam jogar bem, ganhar seus jogos e se iniciar pela porta do sucesso. Mas há escassez de fé, aquela fé que garante como coisa certa o Bahia sapecar o América/MG e o Vitória arrebentar o Vila Nova/GO.
Não restam dúvidas de que os dois times estão entregues a dois técnicos experientes. O já assentado Renê Simões no Bahia, que tem treinado o time há duas semanas; e o recém-contratado Geninho, que só chega neste sábado para assistir da arquibancada o Vitória jogar.
Renê, repito, tem que driblar o seu pendor epistolar, de fazer cartas exortando torcedores, dirigentes e atletas e Geninho, que vem ganhando cerca de R$ 200 mil, ainda vai ter que receber mais uns três reforços de peso, daqueles que cheguem e vistam logo a camisa do Vitória. Essas são atitudes que podem determinar o verdadeiro destino desses dois competentes profissionais na dupla Ba-Vi.