TÍTULO MERECIDO
Nunca um título foi tão bem conquistado por um time que não era favorito e que soube superar todos os problemas inerentes a um clube de poucos recursos técnicos e de torcida praticamente inexistente. O Bahia de Feira foi taticamente melhor nos dois jogos, mostrando que o seu treinador, Arnaldo Lira, sempre teve o grupo nas mãos.
Os dirigentes do Tremendão têm um projeto muito profissional, que merece o elogio de todos nós, pois eles sempre mostraram muita consciência em tudo que fizeram. O título foi uma conseqüência do melhor trabalho, do melhor desempenho na hora da decisão e, sobretudo, serve de lição para os demais clubes baianos, inclusive Bahia e Vitória, que sempre entram como favoritos.
O Vitória, disputando um penta-campeonato e contra um time modesto do interior, o Bahia de Feira, sem os mesmos recursos financeiros, foi um desastre, desapontou a sua torcida e, nos dois jogos finais, foi amplamente dominado em campo, perdendo todos os requisitos e não merecendo mesmo conquistar o título, apesar de haver terminado com 46 pontos ganhos contra 39 do adversário.
Mas o regulamento programava duas partidas decisivas e o Vitória não soube agir. Seu experiente técnico, Antônio Lopes apresentou erros de precisão tanto em Feira quanto no Barradão, ao jogar pelo regulamento, permitindo ao adversário ganhar corpo e personalidade. Acho que isso já lhe custou o cargo, só não se sabendo ainda quem é o seu substituto. ◊