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DOLOROSA REPETIÇÃO

Outra vez, a dor tricolor de ganhar o último jogo na casa do adversário e ficar eliminado. Um torcedor do Bahia, de nome Levi, mas que é conhecido entre os amigos como Inchadinho, porque faz física e está parecendo um bezerro premiado, saiu do estádio quase chorando, dizendo que é uma maldição que precisa ser mandada embora, através de um descarrego.

 

De uma coisa, porém, as duas torcidas não podem se queixar: seus times jogaram abertos, sem medo e buscando sempre a vitória.  Até Marconi, que é essencialmente um marcador, tanto se expôs que fez dois golaços.

 

O Bahia foi um time que acabou mais inteiro, por isso ganhou com justiça, só que pouco representou outra vez, o que mais dói em sua torcida. Ganhou e não levou, porque sua campanha ao longo da competição foi apenas sofrível, quase nem chega à semifinal.

 

O Vitória, que perdeu Mineiro e Nino, lesionados, teve forças para buscar o empate duas vezes e mereceu a vaga, pois, contando-se em pontos ganhos, fez 45 contra 33 do adversário, uma sobra de 12 pontos, o que diz tudo.

 

Agora, a decisão será  em dois Ba-Vis genéricos, com o Vitória favorito e o Bahia de Feira podendo perfeitamente surpreender, porque tem um bom time e que não vai temer o rubro-negro, aqui ou no Jóia da Princesa.